Minha Cidade, Regional, Sua região

Procura por vacina contra febre amarela aumenta 791%

A procura pela vacina contra a febre amarela, doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti nas áreas urbanas e pelo mosquito Haemagogus nas áreas rurais, aumentou 791% no ABC, na comparação com os meses de janeiro de 2017 e janeiro de 2016. Segundo informações das prefeituras de Santo André, São Bernardo, São Caetano e Mauá, foram aplicadas 8.057 doses no primeiro mês deste ano, média de 259,9 doses por dia. No ano passado, foram apenas 904, média de 29,1 ao dia.

O surto da doença que acontece em algumas cidades do interior de Minas Gerais e o medo de contaminação têm motivado a população procurar as unidades de saúde da região. Por enquanto, o surto ainda não chegou nas grandes cidades. No entanto, a infectologista do Hospital e Maternidade São Cristóvão, Andreia Maruzo Perejão, alerta sobre a possibilidade de – se não houver um combate já nas primeiras notificações de febre amarela – o vírus alcançar a área urbana.

Casos confirmados na região

Até o momento, existem dois casos confirmados no ABC, ambos na cidade de Diadema, em um homem de 60 anos e uma criança de 11. Os dois viajaram Minas Gerais e já foram tratados. Neste caso, as ocorrências foram registradas como importados, já que as pessoas não foram contaminadas na cidade. Em nenhum outro município, até o momento, houve outros casos confirmados. As secretarias de Saúde de Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema e Mauá disponibilizam as vacinas.

Em Santo André, o munícipe que vai viajar para alguma cidade onde existe o surto da doença deve se dirigir toda segunda e quinta-feira, das 13hs às 17hs, nas unidades de saúde Centro, Utinga e Vila Luzita. Não é necessário agendar, no entanto, o paciente deve informar o endereço de residência e o local para o qual realizará a viagem. Em São Bernardo, a recomendação é que a vacina seja tomada dez dias antes da viagem na UBS Ferrazópolis, 2ª e 5ª feira das 9h às 15 horas, e na UBS Vila Dayse, terça- feira das 9h às 13 horas.

A vacinação em São Caetano está sendo feita no Centro de Saúde “Manoel Augusto Pirajá Silva”, rua Senador Roberto Simonsen, 282, Centro. Telefones: 4221-1088 e 4227-1383. Também no Atende Fácil, Rua Major Carlo Del Prete, 651, Centro. Telefones 4227-7600 e 4227-7601. Mauá imuniza contra a febre amarela das 8h às 16 horas, segunda feira na UBS Vila Magini; terça na UBS Flórida; quarta na UBS São João; quinta na UBS Zaíra II e sexta na UBS Vila Assis.

Em Diadema, as vacinas são aplicadas nas UBSs Centro (às terças-feiras), Piraporinha (às quartas-feiras), Paineiras (às quintas-feiras) e Eldorado (às sextas-feiras), sempre às 13 horas. A cidade não informou o número de doses que foram aplicadas em janeiro de 2017 e 2016. Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra não responderam aos questionamentos da reportagem.

Prevenção

Uma das principais formas de prevenção é o combate aos mosquitos transmissores. No entanto, como este controle é extremamente difícil, principalmente em época de altas temperaturas e em locais próximos de mata, o ideal é a vacinação para todos que moram ou vão viajar para as áreas de risco. A especialista alerta que para pessoas que não vão se deslocar para os locais onde acontece o surto, a imunização não é necessária.

“Não há indicação para pessoas em outras áreas, porque a vacina é segura e eficaz, mas não deve ser usada em massa já que tem efeitos colaterais. É uma vacina de vírus vivos e não cabem em algumas situações, como imunodeprimidos, seja por doença ou por uso de medicação imunossupressora, crianças menores de 6 meses, mulheres amamentando, e idosos maiores de 60 anos, além de pessoas que têm alergia a ovo”, explica.

“Os principais sintomas de quem contrai a doença são febre, pulso fraco, cefaleia, calafrios, prostração, náuseas e vômitos durante cerca de dois ou três dias”, detalha a infectologista. Caso evolua para quadros mais graves, como diarreia, sangramentos, icterícia e insuficiência hepática e renal, a febre amarela pode até levar à morte. “Não há um tratamento específico, apenas amenizar os sintomas com medicamentos e acompanhamento médico”, completa.

Para quem vai viajar aos locais onde existem casos confirmados da doença, o esquema vacinal é indicado em duas doses, sendo o reforço depois de 10 anos. Após a primeira dose, em cerca de 10 dias a pessoa já tem proteção contra o vírus. Em princípio, somente se tem a doença uma vez na vida e essa pessoa adquire imunidade à enfermidade.

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*