Saúde e Beleza

Problemas de audição podem causar atraso na fala das crianças

Segundo a OMS, cerca de 32 milhões de crianças, no mundo, têm algum tipo de deficiência auditiva. Foto: Pexels/Pixabay
Segundo a OMS, cerca de 32 milhões de crianças, no mundo, têm algum tipo de deficiência auditiva. Foto: Pexels/Pixabay

A perda auditiva pode trazer diversos prejuízos a uma criança e um deles é no desenvolvi­mento da fala. É importante que os pais fiquem atentos aos sinais de atraso na linguagem oral nos primeiros dois anos de vida para que não haja efeitos negativos no desenvolvimento infantil; efeitos estes que podem acarretar em problemas por toda a vida.

Muitos pais só buscam tratamento para o problema de audição dos filhos quando outros sintomas começam a surgir. Apesar de o atraso na fala e a falta de diálogo serem os sinais mais importantes de perda auditiva, eles relacionam esses problemas, muitas vezes, a outras causas. Diagnósticos equivocados e o costume de esperar que a criança desenvolva o diálogo naturalmente podem causar danos irreparáveis na infância e até na vida adulta; além de atrasar o tratamento da alte­ração auditiva.

“Quanto antes for feito o diagnóstico, maiores as chances de a criança ter um bom desenvolvimento, com melhores resultados no processo da reabilitação auditiva. Assim, o desempenho comunicativo pode ser alcançado mais rapidamente; muito próximo ao de crianças com audição dentro da normalidade”, explica a Fonoaudióloga Marcella Vidal, Gerente de Audiologia Corporativo, Telex Soluções Auditivas. Segundo a especialista, “o diagnóstico pode ser feito com uma audiometria, exame que detecta a perda auditiva na maioria dos casos, dependendo da idade e da colaboração da criança”.

Com o passar do anos, por causa da dificuldade de diálogo com outras pessoas, a perda de audição não tratada afeta a socialização, a autoestima, o desenvolvimento cognitivo e a alfabe­tização. Não raro, há pessoas que só identificam a perda auditiva na universidade e descobrem que a dificuldade de aprendizagem ou até mesmo o déficit de atenção diagnosticado na infância e adolescência eram causados, na verdade, por problemas na audição.

“O processo de maturação do sistema auditivo central ocorre durante os primeiros anos de vida. Por isso, a estimulação sonora neste período de maior plasticidade cerebral é imprescindível, já que para haver aprendizado da linguagem oral e, consequentemente, o desenvolvimento intelectual, emocional e de habilidades, é preciso que as crianças interajam com seus interlocutores e, assim, estabeleçam novas conexões neurais. É importante enfatizar também que há diferenças entre ouvir e escutar. Os sons que entram pelas orelhas precisam fazer sentido, ter significado”, pontua a Fonoaudióloga Marcella Vidal, que é especialista em audiologia infantil.

Mesmo que ao nascer a criança tenha passado pelo Teste da Orelhinha sem apresentar alterações, ao menor sinal de atraso na fala é importante que ela seja examinada por um otorrinola­ringologista e um fonoaudiólogo, pois a perda auditiva pode ser genética ou progressiva, ou mesmo ser causada por medicamentos ototóxicos, se manifestando, portanto, ao longo da infância.

Exames como o PEATE frequência específica (Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico), avaliação comportamental, Imitanciometria e PEAEE (Potencial evocado auditivo de estado estável) serão avalia­ções importantes, podendo auxiliar no diagnóstico da perda auditiva, servindo como ponto de partida para que o otorrino e o fonoaudiólogo, juntos, indiquem o tratamento mais ade­quado para cada caso.

Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) apontam que aproximadamente 32 mi­lhões de crianças, no mundo inteiro, têm algum tipo de deficiência auditiva, sendo que 40% dos casos ocorrem devido problemas genéticos e 31% por infecções, como sarampo, rubéola e me­ningite.

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