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Prisão de Atila Jacomussi e João Gaspar completa um mês

Prisão de Atila Jacomussi e  João Gaspar completa um mês
Pedido de habeas corpus feito ao STF ainda aguarda julgamento de Gilmar Mendes

A prisão do prefeito de Mauá, Atila Jacomussi (PSB), e do ex-secretário de Governo e Transportes do município João Gaspar (PCdoB) completa hoje um mês. Os dois foram detidos em 9 de maio, acusados de lavagem de dinheiro, após a Polícia Federal encontrar na residência de Atila a quantia de R$ 85 mil e na de Gaspar, R$ 588 mil e € 2.985. Em dinheiro vivo, os montantes não tinham origem justificada.

As residências e a sede da prefeitura foram alvo de mandando de busca e apreensão no âmbito da Operação Prato Feito, deflagrada pela Polícia Fe­deral para investigar supostos esquemas de desvios de recursos de contratos de merenda escolar, material escolar e material didático, em 30 municípios. Na mesma data também foi preso do prefeito de Mongaguá, Artur Parada Prócida (PSDB), que tinha R$ 4,6 milhões e US$ 217 mil em sua casa.

A detenção dos políticos de Mauá foi convertida em prisão preventiva em 10 de maio e ambos permaneceram na carceragem da Polícia Federal, em São Paulo, até o dia 29 de maio, quando foram transferidos para a Penitenciária de Tremembé, no Interior de São Paulo. Atila apresentou à Câmara pedido de afastamento até o dia 23 de junho e em seu lugar assumiu a vice-prefeita, Alaíde Damo (MDB).

Com o socialista fora do Paço, a prefeita em exercício já efetuou mudanças e privilegiou pessoas de sua confiança no primeiro escalão. Nomeou para Secretaria de Governo seu sobrinho Antonio Carlos de Lima; para a pasta de Educação, a sobrinha Denise Debartolo; e na de Relações Institucionais, Cássia Cogueto, que já estava lotada no gabinete. Alaíde assinou a exoneração dos secretários de Obras, Educação e da Hurbam, autarquia ligada à Secretaria de Habitação, que eram comandadas por indicados do ex-marido de Vanessa Damo (MDB), José Carlos Orosco Junior (PDT).

HABEAS CORPUS

O pedido de habeas corpus de Atila aguarda julgamento do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes desde o dia 4 deste mês. Na data, a Procuradoria-Geral da Re­pública emitiu parecer recomendando a rejeição do pedido. A defesa do ex-secretário de Governo adotou como estratégia aguardar o resultado do pedido de HC de Atila para também tentar a soltura de seu cliente.

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