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Pretinho: ‘se houver apoio vou sim concorrer’

Pretinho e Marcos Michels, governista que teria aval do prefeito para concorrer à presidência. Foto: Eberly Laurindo

Ganha força na Câmara de Diadema o nome do vereador eleito para seu primeiro mandato Revelino Teixeira da Silva, o Pretinho do Água Santa (DEM), para ser o presidente do Legislativo pelos próximos dois anos. Eleito na coligação formada por DEM, PEN e PPS, Pretinho faz parte da base governista, mas quer desbancar o candidato preferido do prefeito reeleito Lauro Michels (PV) para o posto, vereador Marcos Michels (PV). O democrata tem bom trânsito entre os parlamentares da oposição.

Apesar de poder ser um nome de consenso na Casa, as conversas entre Pretinho e os vereadores eleitos na sua coligação (Audair Leonel e Sergio Ramos, pelo PPS, e Salek Aparecido Almeida pelo DEM) com os parlamentares que, ao menos por enquanto, estão na oposição – os petistas Josemundo Dario Queiroz, o Josa, Ronaldo Lacerda e Orlando Vitoriano, Luiz Paulo Salgado (PR), e a bancada do PRB (Pastor João Gomes, Ricardo Yoshio e Cícero Antonio da Silva, o Cicinho) – pegaram os governistas de surpresa.

“Vejo o Pretinho como um nome forte. Faz parte do governo, mas agora que saiu essa conversa precisamos conversar. É uma surpresa? É. Sabemos que é um grupo que está se formando e que inclui PT e PRB, mas não é nada que não possamos conversar”, afirmou Marcos Michels. “Temos ao menos 40 dias para ver o que é melhor para o governo. Foi por isso que trabalhamos tanto para eleger 14 vereadores, foi para isso que fizemos as coligações: para ter tranquilidade na relação entre Executivo e Legislativo”, completou.

Atual presidente da Câmara, José Dourado (PSDB) minimizou o surgimento de dois nomes entre os governistas para disputar o comando da Casa. “Acho que não deveria haver duas candidaturas dentro do mesmo arco de alianças. Poderia ser conversado antes e ter chegado a uma composição. Ainda vejo que isso pode acontecer, uma chapa única”, declarou. “Porém, acho uma coisa natural (Pretinho se colocar como candidato). Não tem pressão, é vontade de ser (presidente).”

Procurado
Em visita à Câmara, Pretinho negou que tenha colocado seu nome como candidato, mas confirmou que já foi procurado por outros vereadores que lhe prometeram apoio. “Fico muito feliz pelo meu nome estar sendo citado. Sou um dos 21 vereadores eleitos e, se houver apoio, vou sim concorrer, não vejo nenhum problema”, afirmou. “Também sou governo, estou junto. Não quero dividir nunca. Estamos aqui para somar”, garantiu.

Vereador reeleito pelo PT, Josa declarou que vê com bons olhos a candidatura de Pretinho. “A gente tem de entender que a Câmara tem uma dinâmica muito própria. A escolha do seu presidente, a escolha da mesa, depende de uma correlação de forças que, muitas vezes, não representa a correlação de forças de quem acabou de vencer uma eleição”, explicou. “É um momento que tem de ser respeitado também por parte do governo: a predisposição de se discutir por meio de uma correlação de forças dos partidos que compõe hoje a bancada dos 21 vereadores uma possibilidade que seja consensuada”, concluiu.

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