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Prestes a apoiar Márcio França, PP negocia nomear chefe da Polícia Civil

Prestes a bater o martelo e declarar apoio à campanha de reeleição de Márcio França (PSB) ao Bandeirantes, o PP deverá apadrinhar o chefe da Polícia Civil paulista, além de manter a Secretaria de Meio Ambiente sob sua influência.

A Polícia Civil está sem delegado-geral desde 7 de abril, quando França tomou posse substituindo Geraldo Alckmin (PSDB). A recomendação do PP é manter no posto Júlio Gustavo Vieira Guebert, secretário-adjunto que responde interinamente pela pasta, um policial de carreira.

A legenda também pediu ao governador mais cargos em escritórios regionais do estado. Caso entre na coligação, o PP somará seis minutos à propaganda televisiva de França.

Na soma, o governador superaria 20 minutos, e poderia ter mais tempo que seu principal rival, João Doria (PSDB). A aproximação de França com o PP foi revelada pelo Painel da Folha de S.Paulo.

A acomodação do novo aliado na administração estadual é parte das mudanças que ocorreram na composição do novo governo –o PSDB perdeu espaço para legendas que fecharam apoio ao governador, como o PR (Transportes).

Aliados de Alckmin e, agora, apoiando França, Solidariedade e PTB mantiveram sua influência no governo estadual. As siglas têm cargos, respectivamente, na pasta de Emprego e Relações de Trabalho e na Secretaria da Justiça.

A estratégia do pessebista é a mesma que ele adotou na campanha que levou o agora oponente eleitoral Doria à Prefeitura de São Paulo.

Em 2016, França participou da montagem da coligação de Doria, a pedido de Alckmin, oferecendo aos partidos cargos no governo estadual.

O PP vinha discutindo aderir à candidatura Doria em conjunto com o DEM, que controla a Secretaria da Habitação. Mas o deputado federal Rodrigo Garcia, demista, deixou a pasta em fevereiro e é hoje o mais cotado para assumir a vice de Doria.

Outro partido que tem negociado com França é o PC do B, tradicional aliado do PT em disputas eleitorais.

Em um aceno à legenda, o governador paulista fez uma ginástica para acomodar um aliado do deputado federal Orlando Silva (PC do B -SP) na Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo).

Suplente de deputado e ex-cunhado de Silva, Gustavo Petta assumiu uma vaga no Legislativo em maio, quando França nomeou o dono da cadeira, Júnior Aprillanti, do PSB, para a Secretaria de Turismo.
Aliado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Silva admite a possibilidade de apoio a França, com quem esteve segunda (4).

Afirma que, hoje, a maioria das lideranças de seu partido nutre maior simpatia pela candidatura do governador.
A decisão da sigla, no entanto, só sairá em agosto, depois de definido o cenário nacional. A relação de Orlando com França contraria a ala sindical do PC do B, defensora de alianças à esquerda.
PSDB moverá ação contra aumento do teto salarial em SP

O PSDB irá recorrer à Justiça para tentar reverter a aplicação da PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que aumenta o teto do funcionalismo em São Paulo. O projeto foi aprovado na terça (5) pela Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo) e, por não precisar de sanção do governador, passará a valer assim que for publicado em Diário Oficial.

O partido estuda qual será sua estratégia judicial. É possível que proponha uma ação direta de inconstitucionalidade. Nesse caso, a ação partiria do diretório nacional.

Tucanos como o presidente estadual da legenda, Pedro Tobias, e o presidente da Assembleia, Cauê Macris, fizeram forte oposição à PEC. O ex-líder da bancada do PSDB, Roberto Massafera, assinou documento pedindo a votação da emenda em dezembro do ano passado –completando, assim, o apoio dos 21 partidos na Casa, exigido para que ele fosse a plenário.

Dos 19 parlamentares do PSDB, 13 votaram pela aprovação da emenda. Carlos Bezerra Jr. e Cássio Navarro obstruíram. Macris não votou, Tobias e Marcos Zerbini foram contrários.

O governo Alckmin segurou a votação o quanto pôde.

A gestão Márcio França (PSB), que sucedeu o tucano em abril no Bandeirantes, também se opõe à medida, mas não pressionou sua base para evitar a aprovação.

Pessebistas como Arnaldo Camarinha e Orlando Bolçone foram dois dos 67 deputados favoráveis à emenda –eram necessários, no mínimo, 57 votos.

A medida eleva o teto do funcionalismo público do Executivo e Legislativo estadual de R$ 21 mil, salário do governador, para R$ 30 mil, remuneração de um desembargador.

Sua aplicação será progressiva. O impacto nos cofres do Estado, segundo estimativa da Secretaria da Fazenda, será gradativo em quatro anos. No primeiro ano, seria de R$ 13,4 milhões até chegar a um custo de R$ 909,6 milhões no quarto ano.

Em nota, Pedro Tobias diz que a emenda é um aumento salarial e sua aprovação indica que o país está à mercê de corporações.

“Vivemos uma crise econômica sem precedentes e nosso governo fez todos os esforços para manter o equilíbrio das contas públicas, inclusive com o sacrifício das demais categorias do funcionalismo que não recebem salários tão altos quanto R$ 22 mil”, afirma o presidente estadual do PSDB.

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