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Presidente do conselho de administração da Nissan, brasileiro Carlos Ghosn é preso no Japão

Presidente do conselho de administração da Nissan, brasileiro Carlos Ghosn é preso no Japão
Ghosn salvou a Nissan da falência no início dos anos 2000. Foto: Arquivo

O presidente do conselho de administração da Nissan, Carlos Ghosn, foi preso ontem (19) por supostas violações financeiras cometidas no Japão. O executivo é suspeito de so­negação, ao declarar às autoridades renda inferior à real.

A empresa informou que Ghosn ocultou sua renda do fisco “durante anos” e que “ou­tras práticas ilícitas foram des­cobertas, como o uso de bens da empresa com fins pessoais”. O brasileiro e outro diretor, Greg Kelly, são alvos de investigação interna há meses, segundo nota da Nissan, que disse colaborar com os procuradores.

Ghosn é cre­ditado por salvar a Nissan do colapso financeiro.
Representantes de Ghosn não foram localizados para comentar o assunto.

O presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que trabalhará para preservar a estabilidade da aliança Renault-Nissan e que ainda era cedo para comentar as acusações.

“Como acionista, o go­verno francês continuará vigilante quan­to à estabilidade da aliança”, disse. O governo tem 15% do capital da Renault.
Segundo a mídia local ja­ponesa, Ghosn teria declarado renda € 38 milhões (R$ 163 mi­­lhões) menor do que a real.

A prática teria começado em 2011 e durado mais de cinco anos. O salário do executivo é objeto de controvérsia há anos. Ghosn chegou a ganhar mais de € 15 milhões (R$ 64,4 mi­lhões) pelo acúmulo de funções na Nissan e na Renault, mas o valor caiu em 2017, quando deixou de ser o executivo-chefe da montadora japonesa.

Em junho, ao ser reconduzido ao comando da Renault, Ghosn aceitou o corte de 30% no salário e a nomeação de um número dois, Thierry Bolloré.

As ações de Renault e Nissan despencaram nas bolsas da Europa.

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