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Pregão presencial da Craisa recebe proposta de consórcio de empresas

Certame entra em fase de análise de documentação. Foto: Angelo Baima/PSA
Certame entra em fase de análise de documentação. Foto: Angelo Baima/PSA

A Craisa (Companhia Regional de Abastecimento Integrado de Santo André) recebeu uma proposta no pregão presencial realizado nesta quinta-feira (18), que prevê ampliação e modernização da Ceasa do  ABC. O Consórcio Nova Ceasa, formado por empresas do setor alimentício e de incorporação, ofereceu outorga variável de 3,5% do faturamento, valor acima do mínimo de 3% determinados em edital.

O certame foi suspenso para análise da documentação apresentada e será retomado em breve. Esta avaliação é muito comum em pregões que envolvem altos investimentos, e se torna ainda mais necessária quando se trata de um consórcio, que concentra várias empresas com uma quantidade significativa de documentos.

Se o consórcio for confirmado como vencedor do pregão, o grupo de empresas assumirá, além da outorga variável, o compromisso de pagar R$ 20 milhões de outorga fixa e 8,3 milhões de contrapartida, valor que será aplicado na modernização da cozinha central da Craisa (onde são preparadas as merendas da rede municipal de ensino), revitalização do sacolão Santa Teresinha, do prédio da administração da Craisa e da sede do Fundo Social de Solidariedade.

O investimento total será de R$ 200 milhões, incluindo as contrapartidas e todas as intervenções e obras previstas no edital.

“Com a ampliação, a Ceasa pode ser uma alternativa à Ceagesp, concretizando um investimento muito grande na cidade, que ainda dará origem a 5.000 empregos diretos. É uma injeção de desenvolvimento, de atividade econômica, de geração de empregos em um momento de retomada da economia e de resgate das políticas públicas de qualidade nas parcerias com a iniciativa privada”, afirmou o prefeito Paulo Serra.

O projeto prevê a construção de um mercado municipal nos moldes do que existe em São Paulo, aumento do número de boxes para o comércio de hortifrutigranjeiros de 63 para 216 e o incremento no número de pedras (divisões de espaços delimitadas apenas no chão), de 81 para 132. Está prevista ainda completa revitalização das instalações e do estacionamento.

Com esta ampliação, a estimativa é que a Ceasa do Grande ABC ganhe capacidade para garantir o abastecimento de cerca de 4,5 milhões de pessoas, passe a oferecer uma gama muito maior de produtos hortifrutigranjeiros, além de opções de passeio gastronômico.

“Atualmente, devido às nossas dimensões, não conseguimos oferecer alguns tipos de produtos, como frutas importadas, por exemplo. Isso faz com que muitos compradores acabem recorrendo à Ceagesp, na Capital, onde encontram tudo, mesmo que a distância seja maior. Com mais opções de produtos aqui, em muitos casos não valerá a pena para o empresário ir até São Paulo”, destacou o superintendente da Craisa, Reinaldo Messias.

Com a ampliação, a Ceasa do  ABC terá capacidade para abastecer todo a região, a Zona Leste de São Paulo e ainda a Baixada Santista. Hoje o local é procurado principalmente por feirantes, pequenas mercearias e restaurantes, suprindo as necessidades de abastecimento de cerca de 1 milhão de pessoas.

“Essa concessão é muito importante porque é o resultado de um resgate da credibilidade da cidade e de um novo modelo de gestão que também foi implementado na administração indireta, já que a Craisa é uma empresa pública municipal e tem uma fundamental importância para o desenvolvimento da cidade e da região”, complementou o prefeito Paulo Serra.

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