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Prefeituras do ABC recebem pedidos de reajuste na tarifa de ônibus

São Bernardo informou que está analisando as planilhas de custos e deve responder à proposta até o fim de fevereiro/Arquivo DR
São Bernardo informou que está analisando as planilhas de custos e deve responder à proposta até o fim de fevereiro/Arquivo DR

Assunto deve ser pauta na próxima reunião do Consórcio; Diadema e Rio Grande da Serra ainda não foram contatados

Cinco dos sete municípios do ABC já receberam propostas das empresas de ônibus solicitando aumento no valor da passagem: Santo

André, São Bernardo, São Caetano, Mauá e Ribeirão Pires. O reajuste das tarifas deve voltar a ser discutido em fevereiro, na próxima reunião ordinária do Consórcio Intermunicipal do ABC. Este mês, na primeira reunião do colegiado, o presidente e prefeito de São Bernardo, Orlando Morando (PSDB), afirmou que as empresas não haviam solicitado reajuste e que o tema não seria pautado pelos chefes dos Executivos.
A administração de Santo André recebeu pedido formal para reajuste da tarifa apenas da Associação das Empresas do Sistema de Transporte Público de Santo André (AESA). Não recebeu nenhum documento do Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo do ABC (SETC) e da Associação das Empresas de Transporte Coletivo do ABC (AETC). A tarifa na cidade é de R$ 4,20 e teve seu último reajuste no final do governo Carlos Grana, que passou dos R$ 3,80 para o atual valor.
A Prefeitura de São Bernardo informou, por meio de nota, que recebeu no dia 10 deste mês proposta de reivindicação para o aumento da tarifa dos ônibus municipais por parte da concessionária SBCTrans. “Mediante as planilhas apresentadas, a administração avaliará profundamente todos os custos, como consumo de pneu e combustível, entre outros, para afirmar se existe ou não a necessidade do aumento da tarifa no município. A previsão de retorno é até o fim de fevereiro”. A tarifa na cidade passou para R$ 4,20 em fevereiro ano passado.
Segundo informações do secretário de Mobilidade Urbana (Semob) de São Caetano, Filinto de Almeida Teixeira, chegaram dois pedidos de revisão do Sindicato da categoria, que estão sob análise. A passagem de ônibus municipal custa R$ 4 e o último reajuste foi em fevereiro de 2017.

Prazo
Diadema informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que até o momento as empresas concessionárias não protocolaram nenhuma solicitação, mas que o prazo para esse procedimento é até fevereiro. O último reajuste de tarifa foi de 9,5%, em fevereiro de 2017. Na ocasião, a passagem que era de R$ 3,80 passou para R$ 4,20 para pagamento em dinheiro, R$ 4 com o cartão do sistema municipal, e R$ 4,30 para pagamento com cartão de vale-transporte.
Em Mauá, cuja passagem atualmente custa R$ 4 e o último aumento foi em março de 2017, a prefeitura confirmou que recebeu a solicitação da concessionária das linhas de ônibus. “A administração municipal reitera que sempre age no sentido de garantir o zelo às contas públicas e a saúde financeira do sistema municipal de transporte. Além disso, a prefeitura sempre prioriza o bolso do cidadão, de modo que o direito constitucional de ir e vir seja garantido aos moradores de Mauá”, destacou por meio de nota.
A Prefeitura de Ribeirão Pires recebeu na quinta-feira (18) a documentação da empresa Rigras, que detém a concessão das linhas municipais da cidade, solicitando a revisão da tarifa do transporte público praticado. A documentação será analisada. O valor da passagem na cidade atualmente é de R$ 4 e o último aumento foi em agosto de 2017.
Rio Grande da Serra também não recebeu pedido de reajuste da passagem. O valor da tarifa na cidade é R$ 3,80 desde agosto do ano passado. O Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo do ABC alega que todas as empresas já apresentaram os pedidos de reajuste.

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