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Prefeituras do ABC não liberam servidores para greve

Neno: “historicamente a nossa adesão é sempre alta”. Foto: ArquivoAs prefeituras do ABC não vão liberar os servidores públicos para participação na greve geral que foi convocada para hoje (28) pelas centrais sindicais. A paralisação é realizada em protesto às reformas trabalhista e da Previdência. O texto base da reforma trabalhista, que altera mais de 100 pontos da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), já foi aprovado na Câmara dos Deputados e será apreciado pelo Senado. A reforma da Previdência deve ir à votação em maio.

Em nota, a Prefeitura de Santo André informou que os servidores foram notificados que eventuais atrasos decorrentes da paralisação não serão abonados, devendo ser compensados com o saldo de horário móvel ou banco de horas. “As faltas integrais poderão ser justificadas ou compensadas com banco de horas mediante apontamento pelas chefias no relatório de anomalias (ponto eletrônico) ou no formulário de justificativa de faltas (ponto mecânico/folha de frequência)”.

Também por meio de nota, a Prefeitura de Mauá informou que o expediente administrativo do Paço será normal. “Serviços essenciais à população (como atendimentos públicos de Saúde, Educação, Transporte e a coleta de lixo) poderão ser prejudicados em virtude da paralisação nacional, programada para sexta-feira (28/4), no entanto, a administração espera o cumprimento medidas judiciais tomadas pelo governo do Estado, que garantem o funcionamento parcial de serviços, para que os sindicatos das categorias atendam a demanda no horário de maior movimentação”.

A nota menciona ainda que “a prefeitura respeita o direito à manifestação e orienta os moradores a tomarem algumas medidas para minimizar eventuais transtornos, como verificar o funcionamento do sistema de transporte público, se haverá aula na escola e evitar colocar o lixo nas vias públicas”. Diadema apenas informou que “não será ponto facultativo”.

Ribeirão Pires também informou que os servidores públicos municipais que forem prejudicados pela falta de meios de transporte para chegar ao local de trabalho poderão justificar a falta, apresentando as razões para o não comparecimento. As faltas justificadas serão avaliadas pelo secretário de cada Pasta. A administração trabalha com a previsão de normalidade em todos os serviços.

São Caetano não informou se irá abonar ou descontar o dia dos funcionários e alertou que alguns serviços essenciais podem ser prejudicados, mas que vai trabalhar para dirimir possíveis problemas. São Bernardo destacou que é “de fundamental importância que se respeite o direito pelo qual a constituição assegura para todos os cidadãos expressar suas ideias e pensamentos de maneira democrática e ordeira”, mas que os serviços públicos necessitam dos funcionários públicos. A administração não explicou se irá cortar o ponto dos faltosos.

Sindicatos

Os sindicatos que representam os servidores públicos municipais de Diadema, São Bernardo e São Caetano convocaram os trabalhadores para o dia de paralisação. O Sindicato dos Servidores Públicos e Autárquicos em São Caetano (Sindiserv-SCS) chegou a protocolar ofício na Prefeitura pedindo que fosse decretado ponto facultativo na data de hoje. Em seu site, o sindicato alerta sobre a “adesão do transporte público à greve, inviabilizando a ida dos funcionários ao trabalho”.

Também por meio de seu site, o Sindicato dos Funcionários Públicos de Diadema (Sindema) convocou todos os servidores para a greve e destaca que a entidade está negociando com a administração municipal para que o dia não seja descontado. O Sindema realizará dois atos, na sede da entidade, às 9h e às 14 horas. “Historicamente a nossa adesão é sempre alta e não dever ser diferente dessa vez”, afirmou o presidente José Aparecido da Silva, o Neno.

Em São Bernardo, o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais e Autárquicos do município (Sindiserv-SBC) José Rubem Nascimento Lopes informou que haverá um ato no Riacho Grande, às 6 horas. “A nossa orientação é que todos participem. Acredito que muitos trabalhadores possam não conseguir chegar devido à paralisação do transporte público”, declarou.

O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos (Sindserv) de Mauá, Jesomar Alves Lobo, afirmou que a entidade não convocou os trabalhadores porque a negociação salarial está em curso. “Entendemos que poderia atrapalhar, mas vamos dar todo apoio aos outros sindicatos que estão se mobilizando”, informou. O Sindiserv de Santo André está sob intervenção. Os representantes dos sindicatos das demais cidades não foram localizados.

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