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Prefeitura reassume Vera Cruz, e Morando quer polo cinematográfico no complexo

Morando observa filmes e figurinos empoeirados durante vistoria ao acervo do Vera Cruz. Foto: Ricardo Cassin/PMSBCA Prefeitura de São Bernardo reassumiu a gestão do Pavilhão Vera Cruz após rescindir, na última sexta-feira (31), o contrato de concessão do equipamento à Telem SA, assinado em agosto de 2015. Agora, a administração vai bus­car na iniciativa privada uma parceria a fim de devolver o complexo a sua vocação original: a produção audiovisual.

“Nosso desejo é retomar o Vera Cruz para a indústria cinematográfica. Nesta semana, uma emissora de TV fará uma visita ao local. Caso haja interesse, faremos um chamamento público com o objetivo de convidar outras empresas e de reativar, por meio de parceria, as atividades do estúdio. Só buscaremos outra vocação se não houver interesse”, disse o prefeito Orlando Morando (PSDB), durante vistoria ao local, ontem (3).

“Precisamos dar melhor destinação a esse equipamento, que virou um salão de eventos”, prosseguiu.
Assinado no governo de Luiz Marinho (PT), o contrato com a Telem SA previa investimentos de R$ 156 milhões no Vera Cruz como contrapartida à concessão do espaço. O projeto contemplava a construção de centro cultural (com teatro, cinema e memorial) e de incubadora de empresas de audiovisual, além da transferência, para o local, do Centro de Audiovisual (CAV) atualmente ins­talado no Centro de Formação de Professores (Cenforpe).

Porém, nada saiu do papel. Além disso, a prefeitura argumenta que a empresa teria descumprido o contrato em várias oportunidades, citando o atraso nos salários dos professores do CAV, posteriormente demitidos, e o cancelamento de cursos. Houve ainda atra­so no pagamento aos proprietários da marca Vera Cruz pela cessão onerosa do nome, cessão do pavilhão para a realização de shows sem o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) e descuido do acervo histórico do complexo.

Eventual nova parceria também contemplará investimentos. “Queremos que uma empresa cinematográfica ou uma produtora de TV venha para cá e, obviamente, haverá contrapartidas. Uma delas será a recuperação dos teatros que estão abandonados”, disse Mo­rando, ao ressaltar que a prefeitura espera concluir em 30 dias o chamamento público para a contratação de professores, de forma a permitir a retomada das aulas no CAV.

Acervo

A reportagem acompanhou a vistoria do prefeito e de seus secretários às instalações do Vera Cruz e pôde constatar o estado de abandono do acervo histórico do estúdio. Figurinos, quadros, centenas de rolos de filme, câmeras e material de cena estão empoeirados e acondicionados em local inadequado, sem temperatura controlada.

No meio do material há um caminhão usado por Amácio Mazzaropi em seu primeiro filme, “Sai da Frente”, rodado no Vera Cruz em 1952.

“O estado em que se encontra o acervo mostra o desrespeito da empresa com o patrimônio público, sem que houvesse fiscalização por parte do governo anterior”, disse Morando, ao destacar que a prefeitura vai apurar e cobrar da Telem SA o prejuízo causado à cidade. Parte do material será enviado à Pinacoteca. O restante será restaurado.

 

São Bernardo tem primeiro flagrante de pichação após sanção de ‘Lei Parede Limpa’

Menos de 20 dias após a sanção, pelo prefeito Orlando Moran­do (PSDB), de lei contra a pi­chação, agentes da Guarda Civil Municipal (GCM) de São Bernardo flagraram, ontem (3), quatro menores pichando o viaduto José Medina Braga, que dá acesso à Avenida Lucas Nogueira Garcez, no Centro.
Os jovens foram apreendidos e encaminhados ao 1º Distrito Policial (DP), onde foi lavrado Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO). Os pais seriam comunicados da prática de crime de pichação pelos menores.
“Agora, caberá aos pais escolher entre pagar a multa ou pagar (para remover) a pichação”, disse Morando, ao destacar a ousadia dos menores, “sujando a cidade em plena luz do dia, do lado do Paço, do lado da Câmara”.

Primeiro flagrante
Foi o primeiro flagrante de pichação após a sanção do texto, no último dia 16 de março. A chamada “Lei Parede Limpa” prevê multas de R$ 16.371,91 para quem for flagrado danificando mo­numentos e bens tombados, e de R$ 6.548,76 para quem sujar outros imóveis públicos e particulares.

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