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Prefeitura de S.Bernardo intensifica esforços para evitar segunda gestação em adolescentes

Em 2015, 4.223 jovens foram mães antes dos 20 anos na região. Foto: Arquivo O ABC registrou queda de 40,2% no número de adolescentes que foram mães entre 10 e 19 anos, na comparação dos dados de 1995 e 2015. Em São Bernardo, cuja queda foi de 37,3% no mesmo período, além de focar na prevenção da gestação antes dos 20 anos, a Secretaria de Saúde também tem atuado fortemente na prevenção da reincidência da gravidez na adolescência.

O diretor do Departamento de Atenção Básica de São Bernardo, Rodolfo Strufaldi, que esteve nos últimos dez anos à frente do programa da Saúde da Mulher, destacou que a gravidez na adolescência tem preocupado todos os gestores. “Não há dúvidas, em função até da sexualidade cada vez mais precoce e a possibilidade que as pessoas têm hoje, os casais, os jovens, iniciam sua atividade sexual mais cedo do que faziam antes”, relatou.

A administração mantém o Programa Saúde Escola (PSE) e incluiu informações de métodos anticoncepcionais, com material educativo, para que os professores atuem junto a crianças partir dos 10, 11 anos. “Favorece que eles tenham pelo menos o mínimo de conhecimento a respeito da gravidez e dos riscos que se tem”, afirmou. A estratégia também tem sido atuar para que a gestante que engravidou sem planejamento não tenha outra gestação ainda jovem.

Pré-natal

O trabalho começa por oferecer um pré-natal diferenciado para meninas até 15 anos, no Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher (CAISM). “Aquela que acaba engravidando tem acompanhamento medico que tenha um perfil mais apropriado para essa faixa etária. São gestações de alto risco, que precisas de um acompanhamento mais próximo e de uma abordagem, uma linguagem mais especifica para a adolescente”, explicou o diretor.

“Isso acaba colaborando para prevenindo uma próxima gestação indesejada. Porque a gente observa a recorrência da gravidez na adolescência, a moça engravida aos 14, 15 anos de idade e se não tiver uma orientação adequada, aos 16, 17 está grávida outra vez. Isso é uma coisa que a gente notou. Então, antes dos 19, a gente conseguiu reduzir isso também”, completou Strufaldi.

Outra estratégia que tem se mostrado bem-sucedida é a oferta do dispositivo intrauterino (DIU) para que a mulher o coloque ainda na maternidade, logo após o parto, tenha sido ele normal ou cesariana. “Um método anticoncepcional de longa duração, que previne gravidez por cinco, oito ou dez anos. Mas se a mulher quiser ter um filho nesse espaço de tempo, basta se dirigir a uma UBS e pedir a retirada”, relatou.

“Considerando que a taxa de expulsão voluntária (quando o útero expele o DIU) é de 10%, a gente tem a possibilidade de nove em cada dez mulheres que aderem ao método já saírem da maternidade protegidas contra uma gestação indesejada. Começamos com meninas, mas o programa foi expandido para todas as mulheres e 800 já foram atendidas desde o ano passado”, detalhou.

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