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Prefeitura de Diadema oferece 7,14% para Sindema, que sinaliza greve

Prefeitura de Diadema oferece 7,14% para Sindema, que sinaliza greve
Categoria rejeitou dia 19 proposta de apenas reposição da inflação. Foto: Divulgação/Sindema

O Sindicato dos Funcionários Públicos de Diadema (Sindema) e a prefeitura realizaram na tarde de ontem (26) nova rodada de negociações dentro da campanha salarial de 2018. A administração municipal reiterou a proposta que já havia sido rejeitada pela categoria em 19 deste mês, de reposição da inflação dos últimos 12 meses, parcelada em três vezes e condicionada à redução dos gastos atuais com a folha de pagamento, chegando a 7,14%. Nova assembleia está marcada para 10 de maio, mas a tendência é de rejeição e greve.

“Mantiveram a proposta que já discutimos. O parcelamento da reposição da inflação e o aumento de 2,54% nos benefícios, vale alimentação e vale refeição”, explicou o presidente do Sindema, José Aparecido da Silva, o Neno. “O repasse parcelado é um entrave, porque é incerto. Não tem nada garantido, independentemente do comportamento da folha de pagamento”, completou o sindicalista.

Neno afirmou que caso não haja nenhuma nova reunião com a administração municipal até o dia 10 de maio, a proposta será reapresentada na assembleia, mas não deve ser votada. “Vamos discutir nosso calendário de mobilização, de luta, e não está descartada a paralisação em breve”, declarou. “Se continuar desse jeito, a prefeitura não tem proposta. Essa já havia sido recusada. O sindicato vai construir calendário de mobilização, com indicativo de greve”, completou.

Em entrevista na Câmara Municipal na última quarta-feira (25), o prefeito de Diadema, Lauro Michels (PV), reiterou que essa é a melhor proposta que a administração pode fazer. Questionado sobre a possibilidade de greve, o chefe do Executivo falou em responsabilidade por parte dos servidores. “Tenho certeza que o funcionário que tem amor pela cidade e entende a situação que o país está passando, em que estados estão atrasando salários e eu estou falando aqui em repor algo e fazer com que os salários sejam pagos em dia, acho que o funcionário responsável, que quer o bem, que quer ser servidor público, vai estar a contento (sic)”, declarou.

De acordo com o secretário de Finanças, Fernando Machado, os gastos com a folha de pessoal consomem hoje 54% da receita da prefeitura. A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) estabelece que o limite de gasto com pessoal não deve ultrapassar 54%, o que não daria margem para aumento real. O pagamento parcelado da reposição da inflação também está condicionado à aprovação do projeto que parcela dívidas com ao Instituto de Previdência do Servidor Municipal (Ipred), no valor de R$ 95 milhões.

O projeto de parcelamento do IPRED foi votado em primeira votação em no final de março, mas precisava do voto de dois terços para ser aprovado e obteve menos de 14 autorizações entre os parlamentares. O Executivo precisa enviar novo texto que será submetido a duas votações. A próxima assembleia, que será realizada no dia 10 de maio, está marcada para as 18 horas.

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