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Covid- prefeitos do ABC não impõem restrições e vão pedir recursos aos governos do estado e federal para ampliar atendimento ambulatorial

Paulo Serra: "A quantidade (de casos) assusta e nos preocupa, mas sem reflexos na demanda por leitos, por internação." Foto: Divulgação/Consórcio ABC
Paulo Serra: “A quantidade (de casos) assusta e nos preocupa, mas sem reflexos na demanda por leitos, por internação.” Foto: Divulgação/Consórcio ABC

Os prefeitos do ABC, em reunião no Consórcio Intermunicipal nesta terça-feira (11), decidiram não impor restrições frente ao aumento de casos de covid-19 na região. Também decidiram manter o início das aulas presenciais para 8 de fevereiro. Todas as terças-feiras os prefeitos da região vão se reunir para avaliar o cenário epidemiológico no ABC e, se necessário, reforçar medidas de enfrentamento à covid e à gripe.

Em coletiva após a assembleia, o prefeito de Santo André e presidente do Consórcio, Paulo Serra,  afirmou que a entidade pedirá repasse de recursos aos governos do Estado e federal para ampliar a capacidade de atendimento ambulatorial devido ao aumento na demanda de pacientes com sintomas gripais.

“A preocupação é para ampliar o atendimento ambulatorial, o primeiro atendimento. A pressão que enfrentamos hoje não são as mesmas demandas e desafios do que no primeiro ano (da pandemia), quando o vírus chegou, e do ano passado, quando teve o pico de internações e demandas por leitos de UTI (terapia intensiva). O que estamos enfrentando hoje é o aumento significativo – em algumas cidades de 300% – no número de casos e, consequentemente, na porta de entrada, nas unidades de pronto-atendimento e nas unidades básicas de saúde. É uma demanda por atendimento ambulatorial”, disse  Serra.

O prefeito destacou que como a cobertura vacinal no ABC está entre as dez melhores do Brasil e,  ainda que haja aumento de casos, estes são leves e em sua maioria resolvidos nos consultórios. “A quantidade assusta e nos preocupa, mas sem reflexos na demanda por leitos, por internação.”

O colegiado também decidiu solicitar ao governo do Estado estudo sobre uma nova política de enfrentamento em  eventos esportivos e culturais com quantidade de público grandes, como a Copa São Paulo de Futebol Júnior e o Campeonato Paulista. “Pedimos estudo para que se limite a quantidade de público ou de restrição de público.”

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