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Prefeito descarta definitivamente teleférico em Ribeirão Pires

Kiko: “era uma obra que não tinha nenhum estudo de viabilidade” econômica”. Foto: Eberly LaurindoO prefeito de Ribeirão Pires, Adler Teixeira, o Kiko (PSB), descartou definitivamente a possibilidade da cidade construir um teleférico. A mais importante intervenção de seu antecessor, o ex-prefeito Saulo Benevides (PMDB), o teleférico era apontado pela antiga gestão como “a maior obra de turismo do Estado de São Paulo”.

Orçado em ­R$ 25 milhões, o equipamento deveria atrair turistas de diferentes cidades e estados brasileiros, e contaria com percurso de 2.200 metros de comprimento. “É um projeto que não tem como sair do papel. Era uma obra que não tinha nenhum estudo de viabilidade econômica”, afirmou Kiko.

Dois canteiros de obras chegaram a ser instalados, o primeiro ainda em 2015, mas pouca coisa foi feita. “Por incrível que pareça, deram ordem de início de uma obra que não tinha as devidas licenças e tão pouco existia a garantia dos recursos. Em frente ao teatro municipal a obra foi iniciada, a empresa fez medição em torno de R$ 400 mil e a obra não tinha como prosseguir, até mesmo porque, o recurso não foi liberado por parte do governo federal”, explicou o atual prefeito.

Segundo Kiko, o Departamento de Apoio ao Desenvolvimento das Estâncias (Dade), da Secretaria de Estado do Turismo, repassou R$ 400 mil, que foram utilizados para pagar as cabines do teleférico. “Mediante essa compra indevida, estamos em contato com a empresa, explicando que esse projeto não tem como sair do papel e que teremos de repor esse dinheiro para o Dade dos cofres municipais e vamos fazer uma ação de regresso contra a empresa para que esse dinheiro seja devolvido”, detalhou o prefeito.

De acordo com a administração municipal, outros R$ 990 mil foram repassados pelo Dade para o pagamento do projeto. “Existe também a medição que foi feita e ainda não foi paga, ou seja, uma obra que não vai sair do papel e que deixou prejuízo de R$ 800 mil para a cidade”, destacou. Em nota, o Dade informou que houve reunião técnica em 2 de março entre a prefeitura e a Setur, em que foi formalizada a desistência do projeto.

Outra reunião será realizada na segunda quinzena de maio para precisar os valores que precisam ser devolvidos.

Parque

Além da obra que não será realizada, o Parque Milton Marinho de Marcos foi interditado, pois nele seria construído parte do empreendimento. “O governo anterior não sabia para onde ia. O projeto do camping interligado ao teleférico começou como a cidade encantada, depois virou a fábrica de chocolate, depois mandou um monte de gente para os Estados Unidos, paga com dinheiro público, para fazer a Fordland e cada hora era uma ideia”, pontuou. “A obra está paralisada. O parque vai ser reformado ainda neste primeiro semestre e a nossa intenção é até o primeiro quadrimestre do ano que vem entregá-lo”, concluiu.

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