Política-ABC, Rio Grande da Serra, Sua região

Prefeito de Rio Grande da Serra tem mandato cassado

Claudinho da Geladeira afirmou que  lamenta o ocorrido, especialmente pelo trabalho que sua gestão vinha fazendo na cidade, e que seus advogados vão tentar reverter a decisão na Justiça.

Os vereadores de Rio Grande da Serra decidiram, nesta sexta-feira (1), pela cassação do mandato do prefeito Claudinho da Geladeira (PSDB). Com o afastamento, assume a vice-prefeita Penha Fumagalli (PTB). Pesa sobre Claudinho da Geladeira denúncias de que cometeu pelo menos dois crimes de improbidade:  promover o “fura-fila” da vacina contra a  covid-19 e de suposta falta de resposta aos requerimentos dos vereadores.

Na manhã desta sexta-feira, nove vereadores foram favoráveis  e quatro  contrários à cassação  em razão da ausência de respostas aos a questionamentos protocolados na prefeitura.  Por meio de nota,  Claudinho da Geladeira informou que “lamenta o ocorrido, especialmente pelo trabalho que sua gestão vinha fazendo na cidade e que seus advogados vão tentar reverter essa decisão na Justiça”.

No último dia 23, o juiz Alexandre Chiochetti Ferrari, da Vara Única do município, autorizou a retomada das duas comissões processantes solicitando a cassação do prefeito, após nova oitiva do ex-funcionário da Câmara Gabriel Henrique Afonso Campagnoli, desta vez à Procuradoria, na qual admitiu ter dado  depoimento falso anteriormente.

Segundo consta na decisão de Ferrari,  em novo depoimento Campagnoli afirmou que a versão pretérita era inverídica e que ele a havia  prestado em troca de dinheiro oferecido pelo impetrante e/ou seus assessores.  Em seu primeiro depoimento, Campagnoli disse ter adulterado o número de requerimentos com pedidos de informação protocolados na prefeitura que estavam sem resposta, os quais deram origem a uma das ações de impeachment. As declarações levaram à suspensão a ambos os pedidos de cassação.

Fura-fila

Ainda nesta sexta-feira terá início a análise do pedido de cassação relacionado ao fura-fila da vacina. A solicitação tem como base a imunização contra a covid  de Silvia Maria Rodrigues da Silva, funcionária da Secretaria de Serviços Urbanos, mas que entre janeiro e março de 2021 trabalhou na  pasta da Saúde. Nesse período,  Silvia Maria recebeu duas doses da vacina, sob a alegação de que atuava na linha de frente da saúde. No período em questão, apenas funcionários da saúde, indígenas em aldeias, residentes de instituições de saúde e idosos acima de 70 anos recebiam as doses.

O pedido de transferência foi assinado pelo secretário de Serviços Urbanos, Marcelo da Costa Silva. Segundo a Comissão Parlamentar de Inquérito que apurou o caso,  a portaria com a nomeação de Silvia  foi publicada  127 dias depois de sua contratação, e também não havia portaria ou memorando interno sobre sua transferência  entre as pastas.

 

 

 

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