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Prefeito de Diadema sobe o tom com partidos da base aliada e fala em traição

Michels: “demonstra que o novo chegou com o pensamento retrógrado ”. Foto: Eberly LaurindoO prefeito de Diadema, Lauro Michels (PV), abandonou o tom cordial e comparou a postura dos partidos da base aliada PPS, DEM e PEN à traição em um casamento, por terem negociado com a oposição apoio para indicar à presidência da Câmara o vereador eleito Revelino Teixeira da Silva, o Pretinho do Água Santa (DEM).

Após assembleia de prefeitos realizada ontem (5) na sede do Consorcio Intermunicipal, o verde afirmou que a situação é “muito ruim”. O nome indicado do governo para ser o presidente da Câmara era do vereador reeleito Marcos Michels (PSB), primo e homem de confiança do prefeito no Legislativo.

“No casamento, se houver traição é muito ruim. Então, antes de trair a mulher, o homem tem de terminar. Porque a gente precisa ter essa cumplicidade no casamento, e a política é o casamento”, explicou. “Fiquei sabendo que pessoas de minha base, que ficaram no governo todo esse tempo e se elegeram graças ao governo, que formou uma chapa para ser reeleito, conversaram primeiro com o PT, meu maior adversário, para ter a presidência da Câmara”, relatou.

O prefeito referia-se, além do próprio Pretinho, aos demais parlamentares eleitos na coligação – Audair Leonel e Sergio Ramos, pelo PPS, e Salek Aparecido Almeida pelo DEM. O mal estar com a coligação PPS/DEM/PEN se instaurou logo após o segundo turno. De acordo com informações de bastidor, o mentor da articulação seria o secretário de Transportes e presidente municipal do PPS, José Carlos Gonçalves. Publicamente, tanto Gonçalves quanto o prefeito vinham negando qualquer atrito.

Michels entende que não hou­ve diálogo, primeiro, dentro da base aliada do governo. “Isso não é bom para o momento político, demonstra que o novo chegou com o pensamento retrógrado do velho e não pensou na cidade.”

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