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Preço da gasolina já beira os R$ 6,30 nos postos de combustível da região

Preço da gasolina já beira os R$ 6,30 nos postos de combustível da região
Gasolina segue vantajosa nos postos de combustível para os proprietários de veículos flex. Foto: Helena Pontes/Agência IBGE

O preço da gasolina comum mantém trajetória ascendente e já orbita a casa de R$ 6,30 o litro em alguns postos de combustí­vel do ABC, apesar de o deri­vado do petróleo não so­frer reajuste nas refinarias desde a primeira quinzena de agosto.

Segundo pesquisa sema­nal da Agência Nacional do Pe­tróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), com dados com­pilados pelo Diário Regional, a gasolina era vendida na semana passada a R$ 5,762 o litro, em média, em pos­tos de seis dos sete municí­pios da região – não há cota­ções em Rio Grande da Serra.

Na comparação com a semana anterior, quando o preço médio era  R$ 5,683, houve alta de 1,39%, a séti­ma semanal consecutiva.

O derivado do pe­tróleo foi encontrado no ABC entre o preço mínimo de R$ 5,389 o litro, em Diadema, e o máximo de R$ 6,299, cobrado em dois estabelecimentos de Santo An­dré.

Em 2021, o combustível se transformou em um dos vilões da inflação e tem afetado duramente o orçamento das famílias brasileiras, já pre­judicadas pela alta dos alimentos e da energia elétrica. Prova disso é que, desde janeiro, a ga­­solina ficou, em média, 35,4% mais cara no varejo do ABC.

No mesmo período, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, variou 5,67%, segundo o Ins­tituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Comparativamente a abril de 2020, quando teve início a pandemia de covid-19, a alta beira os 40%.

A Petrobras reajustou a ga­solina pela última vez nas re­finarias em 12 de agosto. A curva ascendente nos preços decorre da valorizaçã­o do dólar e da disparada do pe­tró­leo no mercado internacio­nal – dois dos parâmetros usados pela Petrobras em sua política de preços. Porém, economistas dizem que a instabilidade política também é responsável pela escalada, já que aumenta a pressão sobre o câmbio.

ETANOL

Opção à gasolina para proprietários de veículos flex, o etanol era vendido, em média, a R$ 4,531 o litro nos postos do ABC, valor 2,14% supe­rior ao apurado no levanta­men­to anterior (R$ 4,436).

Desde o início do ano, o re­novável ficou 47,5% mais ca­ro nos estabelecimentos da região. Contra abril de 2020, a alta é de 58%.

Ainda segundo a ANP, o derivado da cana de açúcar variou entre o preço mínimo de R$ 4,189 (encontrado em postos localizados em Diadema) e o máximo de R$ 4,999 (em São Caetano).

Pela 21ª semana seguida, a gasolina segue mais vantajosa nos postos da região para os proprietários de veículos flex, já que a paridade entre os preços do etanol e do derivado do petróleo está em 78,6%. Segundo a ANP, para que o renovável seja compe­titivo, a paridade precisa ser inferior a 70,0%. A gasolina é vantajosa quando é superior a 70,4%. Entre 70% e 70,4%, o uso é in­diferente.

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