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Pré-candidato do PSL ao Executivo de Diadema aposta em governo inclusivo

Pré-candidato do PSL ao Paço de Diadema aposta em projeto inclusivo de governo
Jhonny Rich e Marcos Germano, presidente do PSL de Diadema: “o projeto que estamos tratando não é nada impositivo”. Foto: Divulgação

O pré-candidato do PSL ao Executivo de Diadema, Jhonny Rich, afirmou, em entrevista ao Diário Regional, que aposta em um plano de governo inclusivo e liberal. Destacou que pretende trazer para o município medidas adotadas pelo governo Jair Bolsonaro (PSL), como redução de pastas e política anticrime.

O que o levou a sair pré-candidato?

O que me despertou para política foi o fato de entender, na prática, que Diadema foi muito mal representada nos últimos anos. A queda na arrecadação, a ineficiência dos recursos públicos e as reclamações diárias dos munícipes, só nos fazem crer que as últimas gestões não entenderam o que a sociedade precisava.

O pessoal do PSL fez o convite para que eu ingressasse no quadro e saísse pré-candidato. Aceitei porque essas pautas mais liberais são essenciais para Diadema, que tem densidade demográfica expressiva. Uma política liberal é necessária para expandir tantos os serviços ofe­recidos para a população, quanto na qualidade de vida das pessoas. Quanto mais serviço oferecido para população, mas qualidade de vida. Isso em todas as áreas.

Já tem projetos para um eventual governo?

Para começar, o projeto que estamos tratando não é nada impositivo. Que vamos jogar ‘goela abaixo’. Queremos fazer um projeto completamente inclusivo e começa com agora. Com a pré-campanha. Na escolha dos pré-candidatos. Vamos fazer diversos chamamentos públicos para a população referentes aos principais problemas de Diadema. Por exemplo, também vamos convidar o Conselho de Saúde do município, que vai nos falar quais são os principais problemas e como acredita que podem ser solucionados. Vamos fazer essa triagem e elaborar um plano de ação em cima dessas necessidades, isso em todos os setores. Queremos ouvir da população o que de fato precisa. Vamos trazer essas ideias para dentro de nosso conselho, avaliar quais delas são viáveis e propor um plano de ação em cima delas.

Como avalia o setor de saúde na cidade?

Falta de alinhamento com os governos estadual e federal. Temos dois instrumentos principais, que são o Quarteirão da Saúde e o Hospital Municipal do Piraporinha, que estão abandonados. Não têm médicos, não têm instrumentos. Não têm profissionais da saúde, técnicos e enfermeiros e ajudantes, nem material. Não têm seringas, luvas. Então, não consigo entender como o prefeito gasta R$ 1 milhão por dia, como alegou em entrevistas, e a saúde está desse jeito.

A nova solução que ele deu foi arrecadar mais alguns milhões para construir um novo prédio (para o HM) não resolve o problema. O que ele tem de fazer é conseguir essa verba e estruturar o que já tem. Se quer mudar a sede do hospital para conseguir verba, que faça de outra maneira. Utilize prédio dentro do município que consiga tirar o alvará e outras certidões que precisa.

O Quarteirão da Saúde é um prédio enorme. A Rede Lucy Montoro que está instalada lá não funciona. Então, falta o alinhamento do Estado com Diadema, alinhado, também, com as políticas de saúde municipais, o que está deixando a desejar.

Sendo empresário, co­mo vê o desenvolvimento econômico da cidade?

Na verdade, a maioria das indústrias que estavam em Diadema foi embora, e daí deu-se também o déficit de arrecadação. Como empresário, entendo a dificuldade que outros empresários têm em investir no município. Tenho empresa aqui. Pago impostos aqui e tenho dificuldades para tocar um negócio. As dificuldades dos outros empresários são parecidas ou iguais as que tenho. Agora, o governo está tentando implementar medidas que são ineficientes para a volta dessas empresas para cá. Quando falo empresas estou abrangendo a indústria pesada, a de serviços e as startups.

Em eventual governo, como pretende resolver essa questão?

Diadema é extremamente bem localizada. Estamos na divisa entre o ABCD e São Paulo. Temos saída para a baixada santista e São Paulo. É uma ótima rota de comércio tanto para indústria quanto para serviços. A idéia é que a gente consiga aproveitar essa localização.

Sobre as empresas que saíram do município, o que faltou foi o diálogo. Saíram porque entenderam que a prefeitura não estava disposta a ceder em alguns pontos que precisavam para continuar suas funções. Tanto é que a prefeitura deve ter achado que foi um blefe, pagou para ver e as empresas foram embora. Fizemos algumas reuniões com alguns empresários que estavam aqui e foram embora. Já nos falaram quais são as dificuldades que têm, e estamos estudando alguns planos efetivos para que possamos colocar um projeto em prática para a volta desses empresários. Alguns subsídios, isenções e até mesmo uma contrapartida para a contratação de funcionários do município. Todas essas questões estão sendo vistas com carinho dentro de nossas propostas.

Em sua opinião, quais são os maiores problemas a serem enfrentados no município?

Diadema tem dois problemas principais e são espelhados: a saúde e a segurança. SE você pergunta para dez pessoas em um primeiro momento seis vão falar que o problema é saúde e quatro que é segurança. Em outro momento, seis vão falar que é segurança e quatro que é saúde. A primeira coisa que temos de fazer é traçar um plano eficiente para segurança. Fazer uma integração de todas as forças policiais, sejam estaduais ou municipais. Não adianta colocar a culpa no governo (estadual). Isso não resolve nada. Temos de ter pessoas técnicas na segurança do município. Que saibam fazer ações para combater, por exemplo, pancadões, pontos de tráfico. Isso já é de conhecimento da polícia, o que falta são ações integradas. Não temos contingenciamento suficiente. Se juntamos as forças do município com o Estado fica muito mais fácil para melhorar as coisas. Nada se resolve do dia para a noite. Tudo tem de ser planejado e executado.

Outro ponto importantíssimo é a saúde. Temos de entender, de fato, o problema do setor e aí termos de ter acessos aos números, aos contratos de licitação e ver qual o problema. Porque gastamos muito e entregamos pouco ou quase nada. Essas ações são primordiais para se começar a entender quais são os problemas dessas áreas.

Como vê a questão da regionalidade?

Ninguém faz nada sozinho. Acredito que o PSL também tem essa visão. Precisamos de todos. Essa questão do isolamento, falando mais especificamente do Consórcio Intermunicipal, acho que foi ‘um tiro no pé’ termos saído, apesar da obrigatoriedade de pagarmos verba mensalmente, anualmente, as entradas são políticas intermunicipais, fundamentais tanto para interligação dos municípios, como ajuda às famílias que vivem nas áreas de divisa, que são esquecidas. Esse consórcio foi criado para isso. Então, o projeto que temos para Diadema é de fazermos parcerias e ouvir todo mundo. Ninguém é dono da razão. Ninguém sabe de todos os problemas e nem de todas as verdades. Por isso, que a composição de ideias é fundamental para o sucesso de qualquer gestão e Diadema não é diferente. Esse isolamento, essa introversão do prefeito, faz com que a cidade comece a sucumbir aos problemas. Ele mesmo não tem capacidade técnica suficiente para gerir isso e faz com que Diadema afunde cada vez mais.

O que pretende trazer do governo Bolsonaro para Dia­dema em eventual governo?

Estive presente na manifestação do último domingo (26) e estou completamente de acordo com as reformas. Inclusive, acho que a MP 870, que reduz o número de ministérios tem de ser aplicada dentro dos municípios, porque a máquina pública não precisa estar inchada. Não precisa ter muitos comissionados, nem tantas secretarias. Precisa ser funcional. Precisa gastar menos e produzir mais, como uma empresa privada, que tem de dar resultado. Então, esse conceito mais liberal é fundamental para o crescimento da sociedade e de uma cidade. Acredito que as reformas que o governo federal está propondo, seja a da previdência, a MP 870 ou pacote anticrime, são fundamentais para o crescimento do Brasil. Claro que o PSL de Diadema está de acordo e alinhado com essas políticas. Tudo que conseguirmos extrair dessas ideais queremos aplicar no município de Diadema.

O que espera nas próximas eleições?

Diadema está carente, há muito tempo, de uma gestão eficiente. Gostaria que a população começasse a votar com mais consciência. Buscasse conhecer as propostas dos pré-candidatos e a trajetória política dos que já estão aí para que entendam que isso é necessário para Diadema mudar, e não mais dos mesmos.

5 Comentários

  1. O povo de Diadema sabe em quem votar, Johnny Rich Prefeito 17 e vice Andreia Grifo.
    com MORART para vereador 17.013,
    O fiscal do povo de Diadema SP.

  2. Jhonny Germano é extremadamente competente em tudo o que faz, creio que no viés político, também será exitoso!

  3. Jhonny Germano é uma pessoa de extrema competência em tudo o que faz, creio que no viés político ele também será exitoso! Diadema tem uma boa opção em 2019.

  4. Vamos mudar o jeito de governar em diadema.Pois a velha política está deixando um péssimo legado para nossos filhos e netos!

  5. Nesse eu confio Jhonny Rich #AtualizaDiadema

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