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Pré-candidato ao Executivo, Yoshio aposta na experiência e no conhecimento sobre Diadema

Pré-candidato ao Executivo, Yoshio aposta na experiência e no conhecimento sobre Diadema
Ricardo Yoshio: “hoje tenho nome consolidado na cidade”. Foto: Divulgação

O vereador de Diadema Ricardo Yoshio (PRB) aposta em sua experiência no Legislativo e em seu trabalho como voluntário em uma ONG para se lançar pré-candidato ao Executivo em 2020. Yoshio já concorreu a prefeito em 2008 pelo PMN e a deputado federal pelo atual partido em 2014. Porém, afirmou que em ambas ocasiões não teve uma estrutura que o levasse a ser eleito.

“Sou médico de Diadema há 44 anos e há ao menos 20 faço trabalho social, sou voluntário de uma ONG, então, conheço bem a cidade e as demandas. Além disso, estou vereador no terceiro mandato. Com o trabalho social e mais de 25 mil partos realizados, hoje tenho nome consolidado na cidade”, afirmou Yoshio, em visita ao Diário Regional.

O pré-candidato destacou que sua experiência no Legislativo dá embasamento para que debata ações em diversas áreas e não apenas na saúde. “Hoje conto com a bagagem adquirida na Câmara e me sinto habilitado com esses três mandatos e como médico da Organização Cidadão. Além disso, como eu, acredito que a maioria da população não está satisfeita, principalmente com o atual governo, que tirou o PT que estava há muito tempo (no Executivo) prometendo novidades, mas que no final ficaram apenas nas promessas. Vemos hoje o abandono total, principalmente na educação, saúde e segurança”, pontuou.

n APOIOS

Yoshio destacou que tem a seu lado um grupo político experiente, que o acompanha desde o primeiro mandato e, para a nova empreitada, conta com apoio do colega de Câmara Luiz Paulo Salgado, do PL, antigo PR. “Hoje estou no PRB, que vai me acompanhar caso se consolide esse projeto para 2020. Tenho o apoio do vereador e presidente Luiz Paulo, do PL, que, inclusive, nos convidou pela legenda.”

O vereador afirmou que também mantém conversas com o PSDB do munícipio, que perdeu representatividade na Câmara nas últimas eleições. “Tenho conversado com o Mamede (Rasoul Salem), que preside o PSDB. O partido, como no Brasil e em nível estadual, também quer crescer em Diadema, porque não admitem em uma cidade com mais de 300 mil eleitores não ter um representante na Câmara”, afirmou.

Yoshio também afirmou que causa estranheza o ex-secretário de Segurança Alimentar, Atevaldo Leitão estar se colocando como possível pré-candidato ao Executivo pelo PSDB. “Estranho, porque ain­da ontem (no último domingo) conversei com o Mamede e ele afirmou que não está definido o candidato majoritário do PSDB. Em Diadema, ainda não tem nome”, disse.

O parlamentar afirmou que existe convite dos tucanos para que se filie à legenda. Porém, destacou que está aguardando, porque não poderia deixar o PRB neste momento. “Teria de aguardar a janela, que será em março do ano que vem, e até lá teremos algo mais concreto, se ficaria no PRB mesmo, ou se iria para o PL, PSDB ou algum outro partido. Acho que o importante é ter um grupo forte, que acompa­nhe (o projeto)”, destacou Yoshio, ao ressaltar que o PRB está para mudar a executiva municipal.

Em relação às articulações de Wagner Feitosa, o Va­guinho do Conselho (PRB), que concorreu ao Paço nas últimas eleições e está inelegível por oito anos, Yoshio afirmou que o ex-parlamentar não o representa mais como presidente do partido na cidade. “Somos três vereadores e depois das eleições tenho falado, inclusive para o Vaguinho, que ele quanto presidente (da sigla) não me representa. Ele não pode falar que como presidente tem três votos para conversar com o governo ou com alguma ou­tra pessoa”, destacou.

 O NOVO

Yoshio descartou preocupação com pré-candidatos que vêm se apresentando como “novo”. “(Jair) Bolsonaro ga­nhou as eleições com o voto dos que disseram estar cansados da ‘política velha’. Entretanto, estamos no meio do ano e ainda não vimos nenhuma ação em que ele mostrou para a população porque foi eleito. Às vezes, com o novo sem experiência ficamos meio preocupados”, pontuou.

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