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Pré-candidato à reeleição, Luiz Fernando diz que o PT tem chances reais de eleger Lula e Haddad

Luiz Fernando: “nosso mandato está onde a população precisa”. Foto: Divulgação
Luiz Fernando: “nosso mandato está onde a população precisa”. Foto: Divulgação

Deputado estadual afirma que em eventual novo mandato na Alesp poderá fazer ainda mais do que fez nos últimos oito anos. “Temos trabalhado muito em áreas fundamentais, destacando a saúde, habitação, meio ambiente, educação e muitas outras”

O deputado estadual Luiz Fernando Teixeira (PT) vai disputar a reeleição este ano e, em entrevista ao Diário Regional, afirmou que o pleito deste ano será difícil. “Enfrentaremos a mentira, o ódio e o poderio financeiro, e precisamos ter os pés no chão”, destacou. Em relação às candidaturas ao Palácio dos Bandeirantes, o deputado acredita que os hoje pré-candidatos do PT, Fernando Haddad, e do PSB, Márcio França, caminharão juntos para derrotar os tucanos no Estado de São Paulo.

O sr. ocupa pela segunda vez a Primeira-Secretaria da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de SP (Alesp) Que balanço faz de sua atuação no cargo?

A Primeira-Secretaria é o segundo cargo mais importante da Assembleia Legislativa. Além de participar de todas as decisões na gestão e condução da Assembleia, o Primeiro-Secretário tem sob sua tutela as diretorias Financeira e de Recursos Humanos da Casa Legislativa, além do expediente e outras importantes áreas administrativas. Na parte legislativa, a função do Primeiro-Secretário é secretariar o Presidente na condução das sessões oficiais solenes, como a posse dos deputados e abertura das sessões anuais, bem como, na eleição da Mesa Diretora.

Conseguimos contribuir muito para que a população fosse menos atingida na pandemia com ações fundamentais. A primeira delas foi a Alesp devolver cerca de R$ 120 milhões para o Governo do Estado investir no combate à Covid-19. A segunda, a expressiva doação de 150 mil cestas básicas para famílias carentes e, por fim, a doação da frota veicular para projetos do Fundo Social de Solidariedade do Estado. Temos trabalhado para fazer da Assembleia cada dia mais eficiente, mais moderna e a menor custo possível.

O sr. mantém o projeto de se candidatar à reeleição? Como vê a conjuntura para a eleição de outubro?

Sou pré-candidato a deputado estadual e tenho certeza que podemos fazer ainda mais do que fizemos nos últimos oito anos. Temos trabalhado muito em áreas fundamentais, destacando a saúde, habitação, meio ambiente, educação e muitas outras. Teremos uma eleição muito difícil. Enfrentaremos a mentira, o ódio e o poderio financeiro, e precisamos ter os pés no chão para reconduzir o ex-presidente Lula à presidência e levar Fernando Haddad para o Governo do Estado.

O ex-presidente Lula tem buscado costurar uma aliança entre PT e PSB em São Paulo, mas segue a indefinição quanto ao candidato ao Palácio dos Bandeirantes, Haddad ou Márcio França. O sr. acredita que o acordo é possível? Quem, em sua opinião, deve ser o candidato?

Fernando Haddad foi um grande ministro da Educação e, se não fossem pelas mentiras espalhadas por Bolsonaro, teria sido eleito presidente em 2018. Aqui em São Paulo temos o natural desgaste do PSDB, que está há 30 anos no poder, sucateou o estado e nada fez pelo nosso povo. Um exemplo clássico é o que fizeram na educação, na segurança pública, na moradia, dentre tantas áreas sucateadas e abandonadas. Tenho certeza que Haddad e Márcio França caminharão juntos para derrotar os tucanos no Estado de São Paulo.

A chapa Lula-Alckmin parece consolidada, ainda que a filiação ao PSB não saia. Como o sr. vê a chapa, tendo em vista ser Alckmin um histórico adversário do petismo no Estado?

Temos um movimento muito grande e importante para derrotar o ódio, a intolerância, a violência, a falta de respeito, a inoperância e o abandono de nosso país representado pelo bolsona­rismo, unindo inclusive partidos de esquerda, centro e até direita. Essa união é resultado de uma insatisfação muito grande com o atual presidente, que nada fez pelo nosso país, pelo nosso povo e que continua ignorando a crise econômica o alto desemprego, a miséria e a pandemia. Todos que querem superar esse cenário do atraso são muito bem-vindos.

O presidente Jair Bolsonaro vem reduzindo a distância para Lula nas pesquisas de intenção de voto. A que o Sr. atribui esse movimento? É um sinal de que Bolsonaro não é carta fora do baralho, como alguns imaginam?

As pesquisas eleitorais são retratos do momento. Desde o ano passado Lula vem mantendo uma vantagem importante de 15 a 20 pontos sobre Bolsonaro. Sempre digo que temos que trabalhar muito para eleger Lula e tirar de vez esse presidente que foi um verdadeiro atraso para o Brasil nos últimos quatro anos.

O sr. foi reeleito em 2018 com votação consideravelmente menor que a de 2014, em um cenário de forte rejeição ao PT. Como vê o cenário para 2022? Acha que a rejeição diminuiu?

A eleição de 2018 foi particularmente diferente das demais por conta do golpe de 2016 contra a presidente Dilma (Rousseff), a injusta prisão do Lula, muitas fake news e o crescimento da extrema-direita. Foi natural que os candidatos de esquerda enfrentassem mais dificuldades, algo que vem diminuindo quando nosso povo percebe que acreditou em mentiras, em armações judiciais e em um candidato omisso e despreparado.

Temos chances reais de eleger Lula para a presidência, Haddad para governador e uma grande bancada de deputados estaduais e federais.

Que balanço o sr. faz de seu segundo mandato?

Nosso mandato está onde a população precisa. Temos trabalhado com muito afinco representando a região do ABC, da Capital, Grande São Paulo, Baixada Santista, região de Sorocaba e região da Mogiana. Enviamos anualmente emendas parlamentares para dezenas de cidades investirem em Saúde, Educação, Infraestrutura e outras áreas fundamentais. Temos resistido ao desmonte do estado promovido pelo Doria e seus deputados, bem como, contra o sucateamento dos serviços públicos e servidores públicos.

Aliado a isso, temos uma luta muito intensa com o Governo do Estado para levar demandas das regiões em que atuamos, como por exemplo, recapeamento de estradas, reformas de escolas, falta de segurança e outras obras e serviços. Essa atuação é fundamental para que a política resulte em benefícios para o povo.

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