Política-ABC, São Bernardo do Campo, Sua região

PPS vai avaliar atuação na Câmara a partir de 2017

Fuzari: “a sociedade hoje requer nova forma de se fazer política”. Foto: Eberly Laurindo

Um dos partidos mais atuantes da oposição ao governo do prefeito Luiz Marinho (PT) na Câmara, o PPS de São Bernardo ainda avaliará que posição deverá adotar no Legislativo a partir do ano que vem, durante o governo do prefeito eleito Orlando Morando (PSDB). O partido rivalizou com o candidato tucano durante o segundo turno da eleição municipal, mas saiu derrotado após o deputado federal Alex Manente (PPS) receber 28,41% dos votos válidos, contra 45,07% dos conferidos a Morando.

Apesar de defenderem projetos distintos, Alex sustentou que não defende o “quanto pior melhor” e que, dentro de suas diretrizes, o PPS trabalhará para “não atrapalhar” a governabilidade do prefeito eleito. “ O PPS vai fazer sua discussão. É um partido forte na cidade e que teve a oportunidade de ir para um segundo turno. Vamos colaborar com a cidade”, afirmou. O pepessista também pregou “coerência” e defendeu a aprovação de projetos alinhados com sua plataforma de campanha, como a redução de secretarias e o corte de cargos comissionados na administração.

Presidente do PPS municipal, o vereador reeleito Julinho Fuzari (PPS) endossou a fala do deputado federal e defendeu discussão interna para definir posicionamento da legenda na próxima legislatura. “Nosso objetivo é contribuir para o crescimento da cidade. Ainda é precoce definir esse posicionamento, até porque estamos em um governo e não podemos antecipar o próximo. Vamos fazer uma discussão interna, mas vamos torcer para que seja um bom governo e vamos colaborar para isso, auxiliando”, disse.

Delimitação

Fuzari também contestou a delimitação do parlamento e sustentou que o papel dos vereadores pepessistas a partir do ano que vem será o de fiscalizar e cobrar o governo, assim como apoiar os “bons projetos” para a cidade. Para a próxima legislatura, a bancada do PPS será reduzida de quatro para três cadeiras, já que o vereador Osvaldo Camargo (PPS) não conseguiu se reeleger em outubro. Além de Julinho, vão compor a bancada a partir do próximo ano os vereadores Estevão Camolesi e Manuel Martins, o Dr. Manuel.

“A nossa atuação será no sentido de contribuir com os bons projetos, como a proposta de enxugar a máquina. Ainda não sabemos se o nosso posicionamento poderá ser chamado de oposição. A sociedade hoje requer uma nova forma de se fazer política. Será que as pessoas querem uma situação que fecha os olhos para tudo e aprova qualquer projeto do governo ou uma oposição que vota contra tudo até projetos que podem ser bons para a população?”, questionou Julinho.

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