Diadema, Política-ABC, Sua região

PPS se reaproxima do governo Lauro Michels

Reconciliação faria com que prefeito tivesse maioria na Câmara. Foto: ArquivoCaminha a passos largos a reaproximação entre o PPS e os partidos que formaram o bloco para a eleição de 2016, DEM e PEN, e o governo do prefeito de Diadema, Lauro Michels (PV). Rompidos oficialmente desde o início do ano, os dois lados nunca deixaram de discutir uma reconciliação. Com minoria na Câmara, o governo depende desse movimento para ver aprovados projetos importantes, como a reforma administrativa e o refinanciamento das dívidas com o município (Refis).

Em reunião realizada essa semana, que contou com a presença do presidente estadual do PPS, o deputado federal Alex Manente, as conversas avançaram e tudo indica que até o final de semana haja uma decisão oficial. O presidente municipal do PPS, José Carlos Gonçalves, retornaria para a Secretaria de Transportes. O presidente municipal do PEN, Paulinho Correria, atualmente lotado como assessor no gabinete do presidente da Câmara Municipal, Marcos Michels (PSB), também retornaria ao governo, mas não em cargo do primeiro escalão.

Reconciliação

O movimento de reconciliação tem sido de ambos os lados. Tanto do governo, que precisa da maioria na Câmara e com a adesão dos cinco parlamentares do bloco (Sérgio Ramos da Silva, o Companheiro Sérgio, Jeocaz Coelho Machado, o Boquinha e Audair Leonel, do PPS; Revelino Teixeira de Almeida, o Pretinho do Água Santa e Salek Aparecido de Almeida, do DEM) vai ter 14 parlamentares na base, quanto de Manente, que já se prepara para a campanha de 2018 e vai precisar de apoio na cidade.

A briga entre o governo e o bloco, que fez parte da base de sustentação da reeleição de Michels, se deu devido a cobrança dos partidos por espaço na administração, que mesmo tendo duas secretarias (Transporte, com José Carlos Gonçalves e Cultura com Paulinho Correria), reivindicava outra pasta, a de Saúde. A postura de Lauro Michels, de não ceder à pressão, culminou no desligamento dos dois secretários e na criação do bloco de oposição na Câmara, o G12.

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*