Esportes, Futebol

Por TV, Libertadores terá recorde de brasileiros

Nunca na história da Copa Libertadores tantos clubes brasileiros disputaram o torneio como em 2017. Serão oito equipe do país na competição do ano que vem, que terá os grupos definidos em sorteio a ser realizado hoje (21). A Argentina, por exemplo, terá seis representantes.

O inchaço de brasileiros tem explicação: a Conmebol pretende negociar a partir de 2018 o novo contrato de direitos de transmissão do torneio continental. A entidade avalia que em nenhum outro mercado poderá obter retorno maior do que no Brasil.

Por isso, aumentou de cinco para sete o número de vagas brasileiras em 2017. A oitava foi garantida pela Chapecoense, campeã da Sul-Americana.

Historicamente, a Libertadores tem forte apelo de público e audiência na TV no Brasil, mas retorno financeiro pífio para os clubes.

Isso se deve ao contrato de TV negociado por gestões anteriores da Conmebol. Os acordos tiveram intermediação da Traffic e da Tyc Sports, empresas acusadas pela Justiça dos EUA de pagar suborno para dirigentes sul-americanos, en­­tre eles os ex-presidentes da entidade Juan Angel Napout, Eugenio Figueredo e Nicolas Leoz, que estão presos.

Os valores do acordo vigente até 2018 não são revelados.

A Fox é a detentora dos direitos em todo o continente americano. No Brasil são sublicenciados para a Globo.

A reportagem apurou que o valor obtido pela Conmebol no Brasil é 10% do que a Globo paga para ter a exclusividade do Campeonato Brasileiro, negociado diretamente com os clubes. Para a transmissão da principal competição nacional, a emissora desembolsa mais de R$ 1 bilhão. Procuradas, Fox e Globo informaram que não revelam valores de contratos.

Um dos oito brasileiros na Libertadores em 2017, o Flamengo recebe R$ 150 milhões por ano pelo Nacional. Se conseguir repetir o feito de 1981 e ganhar a Libertadores no próximo ano será recompensado com prêmio de R$ 29 milhões.

“O valor pago está abaixo do que deveria ser. O torneio vale mais pelo prestígio e pela bilheteria”, disse o presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello.

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