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Por falta de peças, Volks Anchieta pode parar pela terceira vez neste ano

Empresa avisou ao sindicato que pode suspender por dez dias a produção em São Bernardo no final do mês. Foto: Divulgação/VW
Empresa avisou ao sindicato que pode suspender por dez dias a produção em São Bernardo no final do mês. Foto: Divulgação/VW

A crise de abastecimento de peças, sobretudo de componentes eletrônicos, não dá trégua no setor automotivo, forçando paradas que dificultam a recomposição dos mais baixos estoques já registrados pela indústria de veículos.

Das 21 fábricas de auto­móveis em funcionamento no país, sete operam neste momento com linhas reduzidas ou enfrentam paralisações, ge­ralmente de dez dias, previstas para acontecer até outubro.

A Volkswagen, por exemplo já avisou ao Sindicato dos Me­talúrgicos do ABC que pode suspender por dez dias as li­nhas de montagem dos modelos Po­lo, Virtus, Nivus e Saveiro pro­du­zidos em São Bernardo.

Se não houver estoque mí­nimo de peças até lá, a fábrica Anchieta deve voltar a parar a partir de 27 de setembro, e 3 mil funcionários serão colocados em férias coletivas.

Se a suspensão da produção de fato acontecer, será a terceira na unidade Anchieta este ano.

Em Taubaté (SP), os mo­de­los Gol e Voyage completaram ontem (17) a segunda semana seguida sem produção. A volta, que deveria ter ocorrido na quinta-feira, foi remarcada pa­ra a próxima segunda. A unidade vem tendo interrupções frequentes desde junho.

Além da pausa na produção, a Volkswagen tem recorrido a outras medidas para mitigar a crise no abastecimento de pe­ças. A montadora deixou de oferecer a central multimídia no Fox, por conta da indisponibilidade de semicondutores. Pelo mesmo motivo, o equipamento deixou de ser item de série nas versões de entrada dos mo­delos Polo, Virtus e Nivus.

OUTRAS FÁBRICAS

Líder em vendas neste ano, a Fiat vem desde março alternando férias a grupos de funcionários em Betim (MG). O último deles, reunindo 300 trabalhadores, entrou na quarta-feira em período de dez dias em casa. Tudo porque existe a necessidade de a montadora realizar o que considera ser um “ajus­te fino” da cadeia de produção.

Também na quarta, a Hyundai voltou a suspender por dez dias o segundo turno da fábrica de Piracicaba (SP), de onde saem os modelos HB20 e Creta.

Na quinta, pararam a Hon­da em Itirapina (SP) e a produção de carros de passeio da Renault em São José dos Pinhais (PR). A fábrica da Honda – que produz os modelos Fit, HR-V e WR-V – voltará na quarta-feira e a Renault, na terça. Is­so, claro, se houver peças.

Na Renault, a produção de carros – entre modelos como Kwid, Logan e Sandero – tinha voltado na semana passada após mais de um mês de parali­sação. No mesmo complexo industrial, a linha da picape Oroch está inativa há três semanas, com retorno previsto apenas para a quinta-feira da semana que vem.

A Toyota vai parar a pro­dução do Corolla por dez dias entre 13 e 22 de outubro por causa do lockdown na Malásia. Peças do sistema de freio do sedã vêm do país, onde o avanço da variante Delta do novo coronavírus levou o go­verno a decretar quarentena nacional.

Por outro lado, a fábrica da General Motors que produz o Onix em Gravataí (RS) retoma gradualmente as atividades após cinco meses parada. Segundo informação do Sindicato dos Metalúrgicos local, não comentada pela GM, o modelo mais popular do país deve voltar a ser fabricado em dois turnos a partir de 4 de outubro. O turno da manhã voltou a funcionar há um mês.

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