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Por falta de chips, Volkswagen suspende produção em São Bernardo

Por falta de chips, Volkswagen suspende produção em São Bernardo
Paralisação terá duração de dez dias; trabalhadores serão colocados em férias coletivas. Foto: Divulgação/VW

Em mais uma paralisação na indústria de veículos pro­vo­cada pela falta de componen­tes eletrônicos, a Volkswa­­gen anunciou nesta sexta-feira (11) que vai in­terromper, por dez dias, a pro­dução em São Bernardo, on­de monta os modelos Polo, Vir­tus, Nivus e Saveiro, bem como a fabricação de motores em São Carlos, no Interior paulista.

O motivo é o mesmo que levou a montadora a interrom­per, na última segunda-feira, a produção de duas outras fábricas, em Taubaté (SP) e São José dos Pinhais (PR): a falta de componentes decorrente da escassez global de semicondutores.

Tanto a planta de São Bernardo como a de São Carlos terão a produção paralisada no próximo dia 21. Além disso, a Volkswagen adiou para 1º de julho a volta das atividades no Paraná, antes prevista para a próxima quinta-feira. Ao menos por enquanto, o retorno ao trabalho em Taubaté está mantido para o dia 17.

Em São José dos Pinhais, a VW monta os modelos Fox e T-Cross, enquanto a unidade de Taubaté abriga as linhas de produção de Gol e Voyage.

Procurado pela reportagem, o Sindicato dos Meta­lúrgicos do ABC informou que, no período de dez dias, os trabalhadores da produ­ção na fábrica Anchieta entrarão em férias coletivas.

Em nota, a montadora in­formou que a escassez de se­micondutores têm levado a vários gargalos de fornecimento em muitas indústrias em nível global (de telecomunicações, computação, eletroeletrônicos e smartphones), o que também gerou problemas no abastecimento da indústria automotiva ao redor do mundo desde a virada do ano.

“Nos últimos meses, o ti­me da Volkswagen tem trabalha­do intensamente, em parceria com a matriz e fornecedores, pa­ra minimizar os efeitos da es­cas­sez de semicondutores na produção em suas fábricas no Brasil. Porém, o cenário atual não demonstra encami­nha­men­to para uma so­lução defi­nitiva visando a nor­malização do fornecimento de chips. Ao contrário, há sérios riscos de agravamento da situação nas próximas semanas”, diz o comunicado, destacando que novas paralisações não estão descartadas caso o cenário global de fornecimento de semicondutores permaneça crítico.

DEZ FÁBRICAS

Agora, chega a dez o número de fábricas de automóveis, de um total de 21 existentes no país, que desde o final de maio voltaram a parar ou tiveram retorno da produção adiada em razão da crise de abastecimento, mais grave agora nos componentes eletrônicos.

No final de maio, em razão da falta de peças e da adequação das linhas para a produção de uma nova picape, a Gene­ral Motors (GM) comunicou a seus trabalhadores a parada por seis semanas da fábrica de São Caetano, a partir do dia 21. Antes disso, no dia 31, a GM suspendeu a produção noturna na planta do ABC, exce­to os setores de funilaria e pin­tura.

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