Esportes, Futebol

Por documento falso, Palmeiras encerra conversações de patrocínio bilionário

O Palmeiras encerrou as negociações com a Blackstar International, empresa que ofere­ceu contrato de patrocínio no valor de R$ 1 bilhão por dez anos. O anúncio foi feito ontem (17) pe­lo presidente Maurício Galiot­te.

“Neste momento, o Palmeiras encerra qualquer diálogo, por total falta de credibilidade. Acabamos de receber uma carta do banco HSBC dizendo que os documentos apresentados ao Palmeiras são falsos”, afirmou o presidente ao SporTV.

Na proposta, a Blackstar incluiu suposta garantia bancária do HSBC, mas Galiotte apresentou documento segundo a qual a empresa não é cliente do banco.
Documentos apontam que a empresa, com escritórios em Hong Kong e Londres, tem capital social equivalente a R$ 5 mil.

Na última semana, o jornal O Estado de S.Paulo noticiou que a negociação havia esfriado. A empresa ficou irritada com e-mail com questionamentos enviado pelo clube.

Segundo o diretor financeiro e representante da empresa, Rubnei Quicoli, o Palmeiras havia demonstrado interesse na primeira reunião realizada na última terça-feira, mas teve outra postura na quinta, ao enviar e-mail com 19 questões para respondê-las até a última sexta.

O presidente do Palmeiras afirmou que pretende retomar as conversações com a Crefisa, atual patrocinadora. As negociações haviam sido paralisadas para que o Palmeiras ouvisse as propostas da nova empresa. Anunciante desde 2015, a Crefisa tinha um acordo verbal firmado com Galiotte para prolongar o vínculo por mais três anos.

A Blackstar é uma empresa do ramo de energia e bioenergia e quer ingressar no mercado brasileiro. A proposta de patrocínio de R$ 1 bilhão para o ciclo de 2019 a 2029 chegou ao clube em novembro pelo então candidato de oposição à presidência, Genaro Marino Neto. O intuito da companhia é não inviabilizar a atuação da Crefisa, mas sim conciliar espaços com a atual patrocinadora.

 

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