Minha Cidade, Regional, Sua região

Polo Petroquímico registra alta de 7% na ocorrência de balões em 2020

Polo Petroquímico registra aumento de 7% na ocorrência de balões em 2020
Preocupação do Polo Petroquímico com os balões se deve à possibilidade de incêndios de grandes proporções em suas empresas. Foto: Divulgação/Cofip ABC

A região do Polo Petroquí­mico do ABC registrou 79 quedas de balões de janeiro a julho deste ano, segundo levantamento divulgado pelo Comitê de Fomento Industrial do Polo (Cofip ABC). O volume de ocorrências representa crescimento de 6,9% em relação ao acumulado no mesmo período de 2019, quando 73 quedas foram registradas.

“Os balões representam o principal risco externo para o Polo Petroquímico do ABC, que registrou, em média, 11 balões abatidos por mês entre janeiro e julho deste ano”, afirmou em nota Valdemar Conti, coordenador do Plano de Auxílio Mútuo (PAM) Capuava, compromisso formal entre empresas e órgãos públicos para a atuação integrada no atendimento a emergências.

Dos 79 balões, 61 foram contabilizados apenas entre maio e julho, quando ocorrem as festas juninas e se tornam mais comuns as ações de grupos que soltam balões e expõem a população a perigos.

“Os balões podem cair ain­da em chamas sobre locais aleatórios, como o telhado de uma casa, e colocar em risco a segurança de uma família, ao provocar incêndio de grandes proporções”, apontou Conti. O fa­to de as pessoas esta­rem mais em casa, por con­ta da pan­de­mia de covid-19, e o clima mais se­co desta época do ano tornam os riscos ainda maiores.

No Polo Petroquímico, o monitoramento do céu é permanente, com foco na captura de balões que ofereçam riscos às instalações. Quando um balão é avistado, os brigadistas acionam um sistema interno de comunicação para fazer o alerta e atuam por vias internas que interligam as indústrias. Em viaturas equi­padas com canhões, eles consegue­m abater o balão ainda no ar.

O recorde foi registrado em 2014, quando 207 ocorrências foram registradas, se­guido de 2018, com 123. Nos dois anos houve Copa do Mundo de fu­tebol, o que tende a aumentar o número de ocorrências.

Segundo Valdemar Conti, a população tem importante papel na prevenção de pro­blemas causados pelos baloeiros: fazer denúncias anônimas ao Disque Denúncia (181) ou à Polícia Militar (190). “Não só soltar balões é crime, como também fabricá-los, vendê-los e transportá-los, de acordo com a Lei de Crimes Ambientais (lei federal 9.605/98), que prevê detenção de um a três anos e/ou multa”, afirmou.

O Polo Petroquímico conta com grupo responsável por esse tipo de monitoramento desde 2011. A preocupação se deve ao uso de produtos inflamáveis pelas empresas do complexo. O contato desses materiais com os balões – que têm pa­­pel e combustível – pode ocasio­nar incêndios e até explosões de grandes proporções.

ACIDENTE

Em junho do ano passado, o incêndio causado por um balão destruiu a Intercolor Indústria e Comércio de Plásticos, situada em São Bernardo. a empresa operava há 27 anos e tinha 77 funcionários. Não houve vítimas.

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*