Editorias, Notícias, Política

Políticos comentam saída de Alckmin do PSDB

Para João Doria, caberá à opinião pública julgar eventual  associação de Alckmin a Lula para as eleições de 2022. 

O ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin anunciou, nesta quarta-feira (15) a saída do PSDB após 33 anos no partido. O agora ex-tucano é cotado para compor chapa com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Até o momento, Alckmin recebeu convite para filiação do PSB, PSD e no Solidariedade.

O governador de São Paulo, João Doria, afirmou  que respeita a decisão tomada por Geraldo Alckmin. Entretanto, Doria, que é pré-candidato ao Planalto, avalia que se o ex-governador confirmar o movimento de se tornar candidato a vice-presidente numa chapa encabeçada por Lula, terá de explicar a mudança de lado para a opinião pública.

O tucano lembrou que, como pré-candidato, estará em campo oposto ao de Lula e será combativo nessa disputa. “Respeito se essa decisão for consolidada pelo ex-governador Alckmin, ficando ao lado do ex-presidente Lula. Porém, serei combativo, não só em relação a Lula, mas, se estiver ao seu lado, também ao ex-governador. Serei educado, como sempre fui. O Brasil já viveu o pesadelo do PT. Está vivendo o pesadelo bolsonarista. Precisamos ter opção que traga esperança e novas perspectivas para o país”, disse.

Sobre a possibilidade de composição de chapa com Alckmin agora que deixou o PSDB, o ex-presidente afirmou que  não pode discutir vice se ainda não é candidato. “Na hora certa, quando eu for candidato, vou indicar um vice para me ajudar a governar e reconstruir esse país”, afirmou.

“Vejo como um bom movimento a saída de Alckmin do PSDB. O partido se descaracterizou com (João) Doria e (Eduardo) Leite. Eles radicalizaram muito par a direita”, afirmou  o pré-candidato do PT ao governo do Estado de São Paulo, Fernando Haddad, ao comentar a saída de Alckmin do PSDB.

Já a ex-presidente Dilma Rousseff (PT), afirmou que nunca teve nada contra Alckmin. “Muito pelo contrário. Inclusive, guardo boas memórias dele, como da vez que carregou um guarda-chuva para mim enquanto eu andava pelas ruas de São Paulo ao som de Umbrella”, destacou.

Segundo Marco Vinholi, presidente do diretório estadual do partido em São Paulo, a desfiliação aconteceu de forma cordial.

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

*