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Polícia retoma controle de Alcaçuz, hasteia bandeira e acha armas

 Logo após a ação, bandeira do Brasil foi hasteada onde antes ficavam as das facções criminosas. Fotos: Avener Prado/Folhapress

Policiais do GOE (Grupo de Operações Especiais) entraram ontem (27), de surpresa, na penitenciária de Alcaçuz, em Nísia Floresta (RN), para retomar o controle do presídio. Logo após a ação, a bandeira do Brasil foi hasteada onde antes ficavam as bandeiras das facções criminosas. Não houve confronto.
A polícia e os agentes penitenciários federais invadiram os pavilhões 4 e 5 do presídio por volta das 5h. Poucos minutos depois, os agentes hastearam uma bandeira do Brasil e outra do Rio Grande do Norte sob o pavilhão 5, o chamado Presídio Rogério Coutinho Madruga.

A crise no presídio de Alcaçuz teve início no último dia 14, quando 26 presos foram mortos em decorrência de um confronto entre membros do PCC (Primeiro Comando da Capital) e do Sindicato do Crime do RN.
A operação, denominada Phoenix, tinha como objetivo retomar, restabelecer e reformar o presídio. O nome da operação é uma alusão à ave da mitologia grega que renasce das cinzas. Após obter o controle, a polícia e os agentes iniciaram uma revista minuciosa nos pavilhões, novamente em busca de armas e celulares. Os agentes encontraram um revólver, drogas, diversos celulares e mais de 500 facas artesanais.

A penitenciária foi dividida ao meio por um “muro” de contêineres, para separar os presos do PCC e do Sindicato do Crime do RN. Desde o início da rebelião, cerca de 200 detentos já foram transferidos de Alcaçuz.

O governo registrou também a fuga de 56, iniciada no dia 14 de janeiro.

O governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria (PSD), confirmou a intenção de desativar Alcaçuz ainda este ano. Para isso, trabalha com a perspectiva de concluir a construção de três novos presídios no Estado nos próximos meses.

Obras emergenciais

O governo do Estado informou que está investindo R$ 754 mil nas obras emergenciais dentro do presídio desde o início da rebelião. A instalação dos contêineres, que passou a separar provisoriamente os presos das facções rivais, custou R$ 166 mil. Já o muro que será erguido para separar os pavilhões 1, 2, 3 das alas 4 e 5, de forma permanente R$ 238 mil.

Outros R$ 360 mil serão investidos para instalação de piso de concreto no entorno do presídio. O objetivo é evitar fugas por meio de túneis escavado no terreno arenoso da região.

Greve

A Justiça frustrou o plano de greve dos agentes penitenciários do Estado. Os agentes reivindicam a contratação de agentes temporários para suprir a demanda emergencial e a realização de concurso. O juiz Múcio Nobre determinou que o sindicato se abstenha de deflagrar a greve, sob pena de multa diária de R$ 10 mil por dia em caso de descumprimento -o que não chegou a acontecer.

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