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Plano São Paulo preservou 308 mil postos de trabalho, diz vice-governador

O vice-governador de São Paulo, Rodrigo Garcia (DEM), informou que foram preservados 308 mil empregos desde ju­nho no Estado com o Plano São Paulo de flexibilização da qua­rentena. Segundo estudo realizado pela Fundação Ins­tituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), os postos poupados são ocupados, em sua maioria, por traba­lhadores formais, com baixa renda e pouca escolaridade.

Do total de postos preservados, 95% (ou 303 mil) concentram-se no setor de serviços.

Segundo a economista Ana Carla Abrão, coordenadora do Conselho Econômico que assessora o Estado durante a pandemia, as regiões que mais respeitam as orientações de saúde foram as que tiveram melhores resultados na preservação dos empregos e que auferiram recuperação econômica mais ágil.

“Os resultados foram obtidos com o controle da pandemia”, disse Ana Carla.

A economista informou que foi registrada alta na atividade econômica de 1,11 ponto porcentual nas regiões que progrediram da Fases 1 para a 2 do Plano São Paulo, e de 2,32 pontos entre as Fase 2 e 3.

Para o secretário esta­dual da Fazenda, Henrique Meirelles, o estudo mostra que a ade­são às medidas de isolamento tem resultado na atividade econômica pois afetam a confiança.

“Não adianta uma política visando preservar emprego e atividade econômica às custas da saúde porque isso não funciona. Aliás, o efeito é contrário”, disse Meirelles.

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