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Plano ambiental de Bolsonaro foi decisivo em apoio de Marina Silva a Haddad

As propostas ambientais de Jair Bolsonaro (PSL) foram o ponto que mais pesou na decisão de Marina Silva (Rede) de declarar voto crítico em Fernando Haddad (PT) no segundo turno.

O risco de desmonte da “estrutura de proteção ambiental conquistada ao longo de décadas” foi o primeiro aspecto mencionado por ela no comunicado divulgado nesta segunda-feira (22). A ex-presidenciável também apresentou como justificativas a postura do militar reformado de minimizar direitos e diversidade, “promovendo a incitação sistemática ao ódio, à violência, à discriminação”, e o “pouco apreço” dele às regras democráticas.

A decisão de Marina foi tomada nas últimas horas. Até o fim da semana, ela ainda consultava pessoas próximas, amigos e pessoas que estiveram ao lado dela em sua terceira campanha presidencial -ela terminou com pouco mais de 1 milhão de votos, 1% do total.

Ex-ministra do Meio Ambiente no governo Lula (PT), a ex-presidenciável disse a interlocutores que os planos de Bolsonaro para a área são incompatíveis com sua trajetória pessoal e política e põem em risco a luta que elas e outras lideranças ambientalistas levaram adiante ao longo dos últimos anos.

Assessores da ex-senadora diziam nos últimos dias que ela iria manifestar sua posição pessoal, mas não informavam uma data, por saber que a decisão seria comunicada só depois que ela terminasse seu período de reflexão. Marina costuma ouvir conselheiros e pensar muito antes de atitudes consideradas importantes.

A ex-senadora já havia indicado que abriria seu voto ao anunciar, na quarta-feira seguinte à eleição, a orientação da Rede para o segundo turno -o partido prega o não voto em Bolsonaro e sugere aos filiados votar conforme sua consciência, em Haddad ou nulo.

Marina passou a demonstrar publicamente nos últimos dias indignação com o plano ambiental de Bolsonaro, a exemplo do que fez reiteradas vezes durante a campanha no primeiro turno.

Na sexta-feira (19), Marina postou em suas redes sociais uma foto sua ao lado de ativistas durante uma manifestação em frente ao ministério, em Brasília, “para denunciar os retrocessos das propostas da candidatura de Jair Bolsonaro”.

Internamente, a ex-senadora era pressionada por outros integrantes da Rede a tomar partido em defesa de Haddad. Neste domingo (21), o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que integra a comissão executiva nacional, divulgou que apoia o petista, em repúdio à violência e à tortura e em respeito à Constituição.

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