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PL diz em nota que filiação de Bolsonaro será oficializada no próximo dia 30

"Não estou preocupado com isso. O povo que escolha o melhor", afirmou Bolsonaro. Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
“Não estou preocupado com isso. O povo que escolha o melhor”, afirmou Bolsonaro. Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Em entrevista na Paraíba nesta terça-feira, Jair Bolsonaro  confirmou que o principal entrave para sua filiação ao partido é a aliança do PL com o PSDB em São Paulo e minimizou as pré-candidaturas do ex-presidente Lula e do ex-juiz da Lava Jato Sergio Moro
A filiação do presidente Jair Bolsonaro ao Partido Liberal (PL) será oficializada no dia 30, próxima terça-feira, às 10h30, informou a legenda em nota oficial divulgada nesta terça-feira, 23. O ato deve acontecer em Brasília, no complexo Brasil 21.

“A definição da data é produto do encontro que, na tarde de hoje, 23, reuniu o presidente da República e o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto”, acrescenta o comunicado do partido.

A agenda oficial de Bolsonaro não traz o encontro com Costa Neto. Mais cedo, o presidente disse que sua entrada no partido estava quase certa.

“Está praticamente resolvido. Converso com ele (Valdemar Costa Neto) nos próximos dias. Mas, na política, só está fechado quando fecha”, afirmou Bolsonaro em entrevista à Rádio Correio, da Paraíba, sem precisar a data para a entrada no PL.

Bolsonaro confirmou que o principal entrave para sua filiação ao partido é a aliança do PL com o PSDB em São Paulo, o maior colégio eleitoral do país. “(Costa Neto) tem compromisso com o vice-governador e tinha que acertar uma maneira de resolver”, disse o presidente, numa referência a Rodrigo Garcia, pré-candidato do PSDB ao Palácio dos Bandeirantes.

O PL integra a base do governador de São Paulo, João Doria, e se comprometeu a apoiar Garcia na disputa pela sua sucessão, em 2022. Agora, a cúpula do partido quer abandonar a aliança para abrigar Bolsonaro, mas enfrenta resistências internas.

Durante a entrevista, o chefe do Executivo também minimizou as pré-candidaturas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ex-juiz da Lava Jato Sérgio Moro (Podemos) ao Palácio do Planalto. “Não estou preocupado com isso. O povo que escolha o melhor”, afirmou. “A grande maioria da população não quer a volta do Lula. A gente vai para debate? Vai. Debato com Lula sem problema nenhum.”

Bolsonaro também classificou como “censura” a desmonetização de canais que divulgam fake news, ordenada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Mas, na sua avaliação, o veto de hoje é muito pior do que a ditadura militar praticou contra a imprensa.

“Esse tipo de censura não existia no período militar. O que não era permitido, muitas vezes, era uma matéria ser publicada. Daí o pessoal botava lá uma receita de bolo, um espaço em branco”, disse o presidente, que apoiou o regime. “Censura, naquele momento lá, mas nem se compara com o que está acontecendo no Brasil.”

Ao longo da resposta, Bolsonaro tentou justificar a censura. “Aí você vai naquela matéria que foi censurada (e pergunta): Foi censurada por quê? Não tinha razão de ser; era porque davam recados, naquela época, para seus comparsas aqui no Brasil, através daquele tipo de matéria”, declarou.

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