Economia, Notícias

Pioneira no ABC, barbearia aposta em estilo retrô e comemora dois anos

Wellington Jora: “aqui, cuidamos do visual e somos psicólogos”. Foto: Angelica Richter especial para o DRNão é de hoje que o homem se preocupa com sua beleza. Há por aí uma geração de marmanjos que esbanjam cuidado com a aparência. Porém, faltavam ao público mascu­­­­­li­no “templos da vaida­de” à altura dos salões femininos.

Disposto a preencher es­sa lacuna, o empresário Wellington Jora abriu, em 2015, a Barbearia Dom Jóra, primeira do gênero em São Bernardo e no ABC. A empreitada deu certo e, no último sábado (15), o estabelecimento co­memorou dois anos de bem-sucedida atuação com uma ba­dalada festa – prestigiada, inclusive, pelo prefeito Orlando Morando (PSDB).

Até o início desta década, barbeiro era uma profissão praticamente em extinção. Porém, de olho em um público que aprendeu a se cuidar, surgiram bar­bearias diferenciadas e que não se li­mitavam à oferta do tradicional pacote “barba, cabelo e bigode”.

Na Dom Jóra, por exemplo, além de cuidar do visual, o cliente pode tomar uma boa cerveja, jo­gar bilhar ou fliperama, ouvir música e até fazer uma tatuagem, tudo em meio à decoração retrô recheada de objetos de época, como o capacete de um bombeiro que atuou no combate ao incêndio do edifício Joelma, em 1971.
Assim, a barbearia virou também um espaço de socialização – uma “confraria”, como define Jora – e tornou-se point de donos de carros e motos antigos. Mulheres? Só nas áreas de convivência.

“Os salões de beleza priorizaram o público feminino e relegaram os homens a um canto, onde leem revistas enquanto esperam as mulheres se arrumar. Como também aprendeu a se cuidar, o público masculino sentiu a necessidade de ter seu espaço, onde possa relaxar e ficar à vontade. Aqui, cuidamos do visual e somos psicólogos”, explicou.

Curiosamente, antes de abrir a barbearia, Jora trabalhava na área de estética automotiva e, na juventude, seu sonho era ser engenheiro eletrônico. “Corto cabelo desde 1992, mas não via isso como uma profissão.

Cortava o cabelo de vizinhos, amigos. Como estava descontente profissionalmente, decidi mon­tar a barbearia, que era pequena, mas se transformou nesse gigante”, disse Jora, referindo-se ao estabelecimento que, ho­je, emprega nove pessoas.

Jora manteve as duas renovadoras de veículos que possuía quando abriu a barbearia, mas agora são administradas pela família.

Além da 9 de Julho, pioneira na Capital no segmento de barbearias diferenciadas, Jora buscou inspiração em um estabelecimento que visitou em Amsterdã, na Holanda. Foi lá, por exemplo, que conheceu o talco Clubman Pinaud, produzido deste 1810 e que usa em seus clientes. Além de usar produtos importados de marcas clássicas, o empresário lançou uma linha com a marca da barbearia, que inclui pomadas para cabelo, loções pós-barba e xampus.

O corte da barba custa R$ 50 e do cabelo, R$ 60 – o combo sai por R$ 100. Todos dão direito a chope artesanal, cerveja, refrigerante ou fichas de fliperama de cortesia.

Serviço – Barbearia Dom Jóra. Rua Princesa Maria Amélia, 200, São Bernardo.

2 CComentários

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*