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Piloto do avião da Chapecoense teria relatado falta de combustível

Um copiloto da empresa Avianca, que estava em uma rota próxima ao do avião da Chapecoense,que caiu ontem matando 71 pessoas, afirmou ter escutado um diálogo entre o piloto da aeronave que caiu e a torre de controle do aeroporto colombiano de Rionegro em que o comandante do voo relata problemas de combustível. As informações são da imprensa colombiana.

Juan Sebastián Upegui disse que, enquanto uma aeronave da empresa Viva Colômbia estava pousando, escutou um áudio do piloto da voo da Lamia para a torre de controle: “solicitamos prioridade para aterrissar, temos problemas de combustível”.

Segundo Upegui, no entanto, ele não se declarou em emergência.
Em seguida, de acordo com o tripulante da Avianca, a controladora de voo do Aeroporto de Rionegro disse ao piloto da LaMia: “temos um problema, um avião está aterrissando em emergência.

Logo depois, a torre de Rionegro pediu ao voo da Avianca que virasse à esquerda. Neste momento, Upegui afirma que o Avro RJ85, da Lamia, passou por eles em alta velocidade.

“Quando  (piloto da Lamia) iniciou a descida, declarou-se em emergência. Começou a dizer que tinha falha elétrica total e pediu vetores (rota mais rápida para aterrissar) para proceder (a descida). Ajuda, vetores para alcançar a pista, repetiu”, disse o copiloto da Avianca.

Gilma Úsuga, diretora de comunicações de Avianca, afirmou ao jornal “El Tiempo” que a companhia não iria comentar o relato por se tratar de um áudio pessoal, e não corporativo. Segundo o jornal colombiano, Upegui será ouvido pelas autoridades que investigam a tragédia.

Sobreviventes

Seis pessoas sobreviveram ao acidente. Os brasileiros  respondem bem aos cuidados médicos, segundo Guillermo Molina Mesa, diretor médico da clínica San Juan de Dios, em La Ceja (Colômbia), em entrevista ao canal SporTV.

O zagueiro Neto chegou ao local apresentando trauma crânio-encefálico, além de fraturas expostas. O jogador passou por cirurgia e continua entubado, em estado grave, mas abre os olhos e começou a tossir.

Também é mantido em aparelhos o jornalista Rafael Henzel, narrador da Rádio Oeste Capital, de Chapecó. Ele chegou ao hospital com problemas respiratórios e fraturas múltiplas nas costelas. Passou por cirurgia e está na UTI, mas seu estado é estável.

O lateral Alan Ruschel chegou ao hospital semiconsciente, com a perna fraturada e lesões abdominais, além de trauma na coluna. Foi imediatamente para a cirurgia e, em seguida, direcionado a uma clínica.

O goleiro Jackson Follman, que seguiu para o Hospital San Vicente Fundación, também em La Ceja, teve uma perna amputada e está em estado crítico.

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