Economia, Notícias

PF desarticula grupo criminoso que ameaçava servidores do INSS em Santo André

A Polícia Federal desarticulou, ontem (4), grupo criminoso que ameaçava servidores públicos de agência do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em Santo André. Uma mulher foi presa no litoral paulista acusada de intimidar os funcionários, que teriam denunciado fraudes na unidade.

A Operação Recidiva, deflgrada a pedido do Ministério Público Federal, é uma continuação da Operação Púnico – que, em abril, revelou fraudes em benefícios previdenciários de auxílio-reclusão, salário maternidade e aposentadoria.

Além da prisão da mulher, buscas e apreensões foram realizadas em endereços ligados ao grupo criminoso na Capital, em Praia Grande, Diadema, Ribeirão Pires e Aguai. Todos os mandados foram expedidos pela 3ª Vara Criminal Federal de Santo André.

Alvo da Operação Púnico, a organização era especializada em inserir dados falsos nos sistemas de informação do INSS e criar benefícios para pessoas que não tinham esse direito.
Após o esquema ser descoberto pela PF em março deste ano, servidores passaram a ser ameaçados para permitir a continuidade das fraudes. Em abril, a Operação Púnico fez três prisões, mas as ameaças não cessaram, o que gerou novas investigações e a ação policial de ontem.

LEVANTAMENTO

Casada com um integrante da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), preso em julho deste ano, a mulher deixou o ABC e se mudou para o litoral paulista.

Segundo a PF, a mulher participou do levantamento de informações sobre hábitos da chefe e do gerente-executivo da agência do INSS em Santo André e das instruções dadas a integrantes do PCC para a execução das ameaças contra as vítimas, ocorridas em março deste ano.

As ameaças de agressão e morte mencionavam familiares.
A chefe da agência e o gerente-executivo haviam descoberto os crimes cometidos por um técnico da Previdência, que também atuava como advogado previdenciário, e tiraram dele o acesso aos sistemas de informação.

As descobertas desses servidores permitiram o início das investigações pela Força Tarefa integrada por MPF, PF, Advocacia Geral da União e Secretaria da Previdência do Ministério da Fazenda.

Diante disso, a quadrilha – que reunia advogados, contadores e intermediários – passou a ameaçar as vítimas de morte. Segundo a PF, as ligações teriam sido feitas de um presídio, e o grupo usava métodos sofisticados para ocultar a origem das ligações.

Em maio, o Ministério Público Federal denunciou o técnico da Previdência e quatro pessoas, sendo que três continuam presas.

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*