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Petrobras eleva em 7,2% preços da gasolina e do gás de cozinha

Petrobras eleva em 7,2% preços da gasolina e do gás de cozinha
Desde o início do ano, gasolina ficou, em média, 35,4% mais cara nos postos do ABC. Foto: Helena Pontes/ABr

A Petrobras anunciou nesta sexta-feira (8) reajuste de 7,2% nos pre­­ços da gasolina e do gás li­que­feito de petróleo (GLP), o gás de cozinha, em suas refina­rias a partir deste sábado. O óleo die­sel, que teve o valor corri­gi­do em 8,9% no dia 28 de se­tembro, segue inalterado.

A estatal não reajustava a gasolina nas refinarias há 58 dias. Com o anúncio, o pre­ço médio do combustível para as distribui­doras passará de R$ 2,78 pa­ra R$ 2,98 o litro, refletindo correção de R$ 0,20.

O gás de cozinha, por sua vez, não era reajustado há 95 dias. O preço para as distribui­doras passou de R$ 3,60 para R$ 3,86 o quilo, o equivalente a R$ 50,15 por botijão de 13 kg, refletindo reajuste de R$ 0,26 por quilo.

Em nota, a Petrobras informa que os reajustes “refletem parte da elevação dos preços internacionais do petróleo, impactados pela oferta limitada frente ao crescimento da demanda mundial; e da taxa de câmbio, dado o fortalecimento do dólar em âmbito global”.

Apesar da “trégua” dada pe­­­la estatal, os preços da ga­soli­na não pararam de subir nos postos do ABC. Nesta semana, o combustível foi vendido, em média, por R$ 5,764 o litro nos es­tabelecimentos da região, se­­gundo pes­qui­sa da Agênci­a Na­cional do Pe­­tróleo, Gás Na­tural e Biocom­bus­tíveis (ANP), com dados com­pi­lados pelo Diário Regional.

Trata-se do maior va­lor nominal da história do levantamento, iniciado em 2001.

Ainda segundo a ANP, o derivado do petróleo era vendido entre o preço mínimo de R$ 5,399, encontrado em um estabelecimento de São Caetano, e o máximo de R$ 6,199, achado no mesmo município.

Desde o final do ano passado, o preço da gasolina su­biu em média 35,4% nos postos de combustível do ABC.

O botijão de gás, por sua vez, era vendido, em média, por R$ 98,86 nos estabelecimentos da região. O produto era co­mercializado entre o preço mí­nimo de R$ 89,90, encontra­do em um estabelecimento de São Caetano, e o máximo de R$ 110, achado em Mauá.

Desde o final do ano pas­sa­do, o gás de cozi­nha ficou, em média, 26,2% mais caro no varejo da região.

INFLAÇÃO

Em 2021, a gasolina tornou-se um dos vilões da inflação e tem afetado duramente o orçamento das famílias brasileiras, já pre­judicadas pela alta dos ali­mentos e da energia elétrica.

Em setembro, por exemplo, o derivado do petróleo deu uma das principais contribuições para a alta de 1,16% no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a maior variação para o mês des­de o início do Plano Real, em 1994. Com a elevação, o indicador que­brou a barreira simbólica de dois dígitos no acumulado de 12 meses. No período, a alta chegou a 10,25%.

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tem demonstrado insatisfação com a alta nos preços dos combustíveis, mas garantiu nesta sexta-feira que não vai interferir na política de preços da Petrobras.

Na semana passada, o presidente da estatal, Joaquim Silva e Luna, convocou coletiva de imprensa às pressas para dizer que, apesar das pressões, manterá a política de Preço de Paridade de Importação (PPI), por meio da qual mantém os preços dos seus produtos equiparados aos de concorrentes importadores.

Com apoio do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), o Executivo quer alterar a incidência do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre os combustíveis, mas enfrenta resistência de governadores, que alegam perda de receita.

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