Saúde e Beleza

Pesquisa do Instituto Lado a Lado pela Vida traz dados inéditos sobre a saúde do brasileiro

O Instituto Lado a Lado pela Vida (LAL), criador da campanha Novembro Azul no Brasil, divulgou dados exclusivos da pesquisa “Um Novo Olhar para a Saúde do Homem”, rea­lizada em parceria com a área de Inteligência de Mercado do Grupo Abril, que mostra o comportamento do brasileiro em relação à sua saúde. Um dado inédito chama atenção no estudo: os homens estão emocionalmente fragilizados, pois sentem ansiedade (63%), tristeza (46%) e depressão (23%).

Esses resultados mostram o fardo dos problemas de ordem psicológica e emocional na vida do público masculino, o que também influencia a saúde em geral, já que 37% dos entrevistados com até 39 anos e 20% daqueles com 40 ou mais admitem só procurar um médico quando se sentem mal.

A questão financeira e a falta de disponibilidade nos postos de saúde são os principais obstáculos apontados, seguidos de perto pela impressão de que, ao se sentir bem, não há necessidade de ir ao médico. “Essa ilusão preocupa ainda mais se levarmos em conta que 23% dos respondentes dizem substituir uma consulta por uma pesquisa na internet com certa frequência”, afirma Marlene Oliveira, fundadora do instituto.

Outro ponto preocupante está relacionado à prevenção do câncer de próstata, que é o segundo de maior incidência entre os homens, mas que ao mesmo tempo tem índice de cura em torno de 90% para quem o identifica precocemente. Entre os homens com mais de 40 anos, quase metade não têm o hábito de ir ao urologista, porcentual que se eleva para 54% no Sul do país. Entre os usuários do SUS (Sistema Único de Saúde), 58% não vão ao urologista.

Um dado positivo da pesquisa foi confirmar que a Campanha Novembro Azul é conhecida por 94% dos entrevistados: 24% afirmam estar mais atentos com a saúde e 8% começaram a fazer exames regularmente. Desde o início, o objetivo da campanha Novembro Azul é o de informar os homens sobre a importância da prevenção e diagnóstico precoce do câncer de próstata e o resultado do estudo mostrou que houve uma mudança de comportamento e alguns homens passaram a tomar as rédeas de sua saúde.

“Entretanto, muitos ainda demonstram uma resistência quase natural para fazer exames de rotina ou mesmo diagnosticar algum pro­blema alertado por um sintoma”, diz Marlene.

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