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Perto de completar 60 anos no país, Scania confirma investimentos de R$ 2,6 bilhões

Fábrica de São Bernardo é a única fora da Suécia que produz caminhões completos. Foto: ArquivoA poucos dias de comemorar 60 anos de atuação no Brasil, iniciada no dia 2 de julho de 1957, a Scania confirmou inves­timentos de R$ 2,6 bilhões em suas operações no mercado brasileiro.

O aporte teve início no ano passado e será concluí­do em 2020. Contempla a modernização da fábrica localizada em São Bernardo e da rede de concessionárias da marca, bem como o desenvolvimento de novos produtos.

Como a montadora adotou, nos anos 1990, sistema de produção global, as fábricas do Brasil e da Suécia precisam estar capacitadas para fabricar os mesmos modelos, a fim de atender qualquer mercado em que atuam. A planta de São Bernardo é a única fora do país europeu que produz caminhões completos, do motor à cabine.

Em meio à crise, a unidade brasileira se transformou em uma plataforma de exportação. Do total de 14 mil unidades feitas no ano passado, 70% foram destinadas ao mercado externo.

“É a partir dela (São Bernardo) que abastecemos hoje cerca de 30 mercados da América Latina, do Oriente Médio, da África e da Ásia”, afirmou Rogério Rezende, di­retor de Assuntos Institucionais e Governamentais da Scania Latin America.

“Um exemplo disso é que preparamos nossa linha de produção para fabricar motores Euro 6”, prosseguiu o executivo, referindo-se aos limites de emissão de poluentes vigentes no Velho Continente, enquanto o Brasil exige o padrão anterior, o Euro 5, menos restritivo.

Direcionar o volume produzido para outros países foi uma das estratégias usadas para atravessar o período de crise econômica. Enquanto a ociosidade média das montadoras no segmento de veículos comerciais supera 75%, a da Scania está em 55%.

“Não podemos olhar apenas a situação de hoje ou do próximo ano. Quando falamos de investimentos temos de olhar para dez ou 20 anos à frente”, disse Rezende.

O nível de emprego na unidade manteve-se em 3,2 mil trabalhadores e não houve demissões em massa, ao contrário do que ocorre na “vizinha” Mercedes-Benz. Em outubro do ano passado, após greve de uma semana, os trabalhadores aprovaram acordo de dois anos que previa reajuste salarial abaixo da inflação em 2016 e correção pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) em 2017 em troca de estabilidade no emprego até dezembro próximo.

Laboratório

Dentro da estratégia de manter a unidade brasileira como um “espelho” da sueca, a Scania inaugurou em 2016 laboratório capaz de desenvolver, testar e certificar motores. A nova área de pesquisa demandou investimento de R$ 40 milhões e é a primeira fora da Suécia.

No ano anterior, a montadora também inaugurou nova fábrica de pintura e montagem de cabines, que teve aporte de R$ 96 milhões. Mais eficiente e automatizada, é capaz de entregar até 140 cores diferentes aos clientes da marca.

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