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Pequenas empresas do ABC têm melhor 1º semestre em três anos

Beneficiadas pela modes­ta e lenta recuperação da atividade econômica, as micro e pequenas empresas do ABC tiveram o me­lhor pri­meiro semestre em três anos.

O faturamento das MPEs da região cresceu 24,5% em termos reais (descontada a inflação do período) nos seis primeiros meses deste ano ante o mesmo período de 2017, segundo pesquisa mensal realizada pelo escritó­rio paulista do Servi­ço Brasilei­ro de Apoio às Micro e Peque­nas Empresas (Sebrae-SP).

O levantamento mostra que as receitas das MPEs dos sete municípios somaram, em média, R$ 229.482 no primeiro semestre. Trata-se do melhor resultado desde os R$ 247.868 auferidos entre janeiro e junho de 2015.

Pequenas empresas do ABC têm melhor 1º semestre em três anos

O resultado reverte ten­dência de queda das receitas reais das MPEs da região, o que vinha ocorrendo desde o início da atual crise econômica.
Basta lembrar que é a pri­meira vez que o setor encerra o primeiro semestre “no azul” desde 2013 – nos anos seguintes, houve queda nas vendas de 10,2% em 2014, de 11% em 2015, de 14,5% em 2016 e de 12% no ano passado.

De acordo com o Sebrae-SP, o cres­cimento de 24,5% pode ser atri­buído, principalmente, à ba­se de comparação fraca, uma vez que, no primeiro semestre de 2017, as MPEs da região tiveram o menor faturamento real desde 1999, início da série histórica da pesquisa no ABC.

Em menor grau, pode ser explicado também pelo aumento, ainda que modesto, da ocupação e da renda da população, o que favoreceu as vendas dos pequenos negócios.

O resultado foi o melhor entre os domínios geográficos pesquisados pelo Sebrae-SP. Na comparação entre semestres, o faturamento das MPEs cresceu 4,4% no Estado de São Paulo, 12,5% na região metropolitana e 10% na Capital. No Interior, houve retração de 3,9%.

Em junho, as vendas das MPEs da região cresceram 18,5% em relação a maio, para R$ 43.265 (veja quadro ao lado), e se recuperaram do “soluço” provocado pela greve dos ca­mi­nhoneiros, que du­rou 11 dias e levou a uma crise abastecimento no país.

Em comparação ao mesmo mês do ano passado, houve crescimento de 40,1%.

Também na comparação interanual, houve aumento de 7,2% no pessoal ocupado, de 8,5% no rendimento dos empregados e de 16,1% na folha de salários.

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