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Pedrinho Botaro defende projeto voltado à saúde mental materna em Santo André

Botaro: “O sofrimento mental materno é uma realidade que infelizmente não tem a devida atenção da sociedade e do poder público". Foto: Divulgação
Botaro: “O sofrimento mental materno é uma realidade que infelizmente não tem a devida atenção da sociedade e do poder público”. Foto: Divulgação

Neste domingo (15) a cidade receberá a primeira marcha do Maio Furta-cor de Santo André. A concentração ocorrerá a partir das 9h no Parque Prefeito Celso Daniel, no Bairro Jardim.

O presidente da Câmara de Santo André, Pedrinho Botaro (PSDB), protocolou esta semana projeto de lei que prevê a inclusão, no calendário oficial da cidade, a campanha “Maio Furta-cor”, criada com o intuito de conscientizar e sensibilizar a sociedade sobre as questões ligadas à saúde mental materna.

Neste domingo (15), o município receberá a primeira marcha do Maio Furta-cor de Santo André e contará com a presença do vereador. A concentração ocorrerá a partir das 9:00hs no Parque Prefeito Celso Daniel, no Bairro Jardim.

“Infelizmente, temos notado um grande aumento de casos de depressão, ansiedade, e até mesmo, suicídio entre as mães brasileiras. Conversando com algumas mães andreenses percebi que em nossa cidade não tem sido muito diferente, por essa razão trouxe a ideia para o debate”, explica Pedrinho.

Com a aprovação do projeto Maio Furta-cor, o Poder Executivo terá aval para buscar parceiros visando à promoção de palestras, rodas de conversa, entrevistas, lives, marchas, caminhadas, além de outras ações gratuitas ao longo de todo o mês.

“O sofrimento mental materno é uma realidade que infelizmente não tem a devida atenção da sociedade e do poder público. O estigma em torno de temas ligados à saúde mental é ainda mais reforçado quando se estende ao campo maternal”, ressalta.

O Maio Furta-cor surgiu em 2021 e tem ligação direta com os efeitos causados pela pandemia decorrente da covid-19. Fatores como escolas fechadas, aumento dos índices de violência doméstica, desemprego, redução salarial e jornada dupla de trabalho, são apenas algumas das condições que impactam diretamente a saúde mental materna, além da vulnerabilidade emocional comum em gestantes e puérperas.

“A saúde mental materna precisa ser colocada em pauta. Infelizmente eu e minha esposa tivemos uma perda gestacional e sabemos o quanto é difícil assimilar todos os sentimentos que envolvem esse momento tão delicado para o casal e toda a família”, destacou Botaro, que também é autor do projeto de lei denominado “Semana da Humanização do Luto Maternal e Parental.

“Vamos trabalhar pela aprovação desse projeto e trazer a sociedade para debater o assunto conosco. Vamos lutar por essa bandeira e levar mais essa contribuição para as mães andreenses”, pontuou.

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