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PDT de Rio Grande da Serra vai à Justiça contra intervenção

Orosco afirmou, ainda, que o pro­blema com o diretório começou nas eleições de 2018, quando o grupo não apoiou nenhum candidato do partido. Foto: Reprodução/Facebook
Orosco afirmou que o pro­blema com o diretório começou nas eleições de 2018, quando o grupo não apoiou nenhum candidato do partido. Foto: Reprodução/Facebook

O PDT de Rio Grande da Serra entrou com mandado de segurança para reaver o comando do diretório no município, que sofreu intervenção. Segundo Sandro Carva­lho, diretor da sigla na cidade, a medida contra o diretório é retaliação do vice-presidente estadual e coordenador regional do PDT, Júnior Orosco, por conta do apoio ao ex-vereador Claudinho da Geladeira (Podemos) na disputa pelo Paço. O ex-secretário Gilvan Mendonça, que havia se lançado pré-candidato ao Execu­tivo pelo PDT, desistiu do projeto para apoiar Claudinho da Geladeira, posicionamento também adotado pelo grupo.

“Entramos com o mandado de segurança para reaver nosso direito e fazer valer o estatuto do partido. Fomos pegos de surpresa. Tentamos conversar com o Orosco, mas não fomos recebidos. Interditar o PDT de Rio Grande da Serra foi retaliação de Orosco porque queria que apoiássemos o candidato governista, por conta de negociação para que seu pai (José Carlos Orosco Roman) assumisse cargo no Consórcio Intermunicipal, onde o prefeito (Gabriel Maranhão) é presidente hoje”, pontuou.

Sandro Carvalho afirmou que o acordo para apoio ao governo estava condiciondo a Gilvan Mendonça ser candidato a vice, o que não teria sido sustentado pela chapa governista. O pedetista disse, ain­da, que a exe­cutiva estadual foi avisada do apoio a Claudinho da Geladeira. “Como o Orosco não nos atendia fomos à estadual e conversamos com Airton Amaral, que nos falou que poderíamos fechar com o Claudinho e depois levá-lo à estadual. Hoje, o Airton Amaral não quer sustentar essa conversa”, destacou.

Orosco afirmou à reportagem que o apoio a Claudinho contraria as discussões feitas com a estadual. “Estava afastado de Mara­nhão, mas como a diretoria veio até mim e afirmou que apoiar o governo nas eleições era o melhor a fazer por Rio Grande, porque o grupo, desde a época do Kiko (Adler Tei­xeira) é que mantém o município em pé. Então, conversamos com o Maranhão e acertamos que apoiaríamos o go­verno.”

Segundo Orosco, com as negociações em andamento, em meio à pandemia, a diretoria fez acordo para apoiar Claudinho da Geladeira. “Recebi um vídeo afirmando que iriam apoiar o Claudinho, mas qual a contrapartida do PDT? O que foi combinado entre eles? Não sei. Então, reportei tudo isso à estadual. Quanto coordenador regional, tenho de fazer a minha função”, pontuou.

Orosco afirmou, ainda, que o pro­blema com o diretório começou nas eleições de 2018, quando o grupo não apoiou nenhum candidato do partido. “Eles já seriam destituídos por infidelidade partidária, mas fomos convencidos pelos outros diretórios da região que seria importante manter eles no PDT. Então, re­levamos 2018 e os mantivemos.”

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