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Paulo Serra quer Semasa apenas na gestão de resíduos

Serra: “não discuto a qualidade da gestão ambiental”. Foto: Ricardo Trida/PSAO prefeito de Santo André, Paulo Serra (PSDB), declarou em entrevista exclusiva ao Diário Regional, que é preciso redefinir as atribuições do Serviço Municipal de Saneamento Ambiental do município (Semasa), hoje responsável pela gestão de resíduos e da água e esgoto. “O atual modelo de gestão da água na cidade, com uma autarquia que não consegue pagar o preço exigido pelo principal fornecedor, não funciona”, declarou.

Serra assumiu a prefeitura em janeiro de 2017 com o desafio, entre tantos, de equalizar dívida do Semasa com a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) orçada em cerca de R$ 2,7 bilhões. “O Semasa só é viável pagando um preço pela água que a Sabesp não vende em lugar nenhum do Estado. Um preço que não existe”, pontuou. “Será que só o Semasa vai conseguir? Tem uma discussão no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), tem algumas inconsistências também na cobrança da Sabesp, mas mesmo que o Semasa vença não resolve o problema de forma integral, porque hoje a operação é deficitária”, completou.

No final do ano passado, a antiga gestão chegou a dar início ao processo de parceria público-privada (PPP) da autarquia, que seria assumida pela Odebrecht Ambiental, mas o contrato não chegou a ser assinado. “É uma discussão dura, difícil. Existe, ainda, uma grande disparidade, primeiro da precificação da nossa operação e, segundo, do próprio valor real da dívida, tem uma diferença grande aí. Porém, nosso diálogo é permanente. O que não dá é para a gente vender limonada e não ter dinheiro para pagar o limão”, destacou. A estimativa do prefeito é que as discussões com a Sabesp se alonguem por pelo menos mais um ano.

O tucano defende que o serviço de gestão de resíduos sólidos continue sob responsabilidade do Semasa. “A gente precisa separar. O que falo do modelo que não se sustenta é de gestão da água, não discuto a qualidade no modelo de gestão ambiental”, explicou. “Temos de ampliar a nossa reciclagem, retomar. Santo André, infelizmente, andou para trás nos últimos anos, porque já fomos referência em reciclagem e hoje reciclamos pouco mais de 10%, sendo que já tivemos índices de 40%. Alguns precisam ser ajustados, retomados, mas são sustentáveis e têm qualidade. Agora, a gestão da água, precisa passar por uma remodelação”, destacou.

Reforma administrativa

A reforma administrativa, aprovada em primeiro turno na Câmara na última quinta-feira (20), cria a Secretaria de Meio Ambiente, pasta à qual o Semasa vai ficar subordinado. “É um órgão que já recebeu certificações muito importantes, como o ISO 9000. É referência, mas na questão da água, não tem feito um bom trabalho nos últimos anos”, finalizou.

um comentário

  1. Essa fala é do Prefeito de Santo André, que deveria defender os interesses do Município, ou é de um Advogado da Sabesp? Fala sério! Com esta fala aparenta estar mais alinhado com o Estado e jogando contra o Município e contra o Semasa.

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