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Partidos aliados ameaçam trair tucanos para eleições de 2018

Partidos aumentam pressão sobre o PSDB para que Doria desbanque Alckmin e concorra à presidência. Foto: ArquivoOs principais aliados do PSDB para a corrida presidencial de 2018 ameaçam retirar o apoio à sigla e lançar seus próprios candidatos caso os tucanos escolham o governador paulista, Geraldo Alckmin, para a disputa. O movimento, deflagrado por partidos como PMDB e DEM, é uma tentativa de aumentar a pressão sobre o PSDB para que o prefeito João Doria desbanque seu padrinho político e concorra à presidência no ano que vem.

Dirigentes dessas legendas e auxiliares do presidente Michel Temer consideram Alckmin um candidato “fraco” para a disputa de 2018, que deve ser marcada pela rejeição à política tradicional. Apontam Doria como o único tucano com chances de vitória nesse cenário.

Caciques do PMDB e do DEM transmitiram esse diagnóstico à cúpula tucana. O PSDB recebeu com ceticismo a possibilidade de rompimento, mas parte dos dirigentes da sigla já concorda com essa avaliação e trabalha internamente para que o prefeito seja o candidato do partido.

Peemedebistas e democratas decidiram intensificar a campanha pró-Doria ao observar, nas últimas semanas, o acirramento das tensões entre o prefeito e o governador, além dos movimentos de Alckmin para consolidar seu nome dentro do partido.

Em conversas reservadas, integrantes do PMDB se dizem dispostos a abandonar uma potencial aliança para a sucessão de Temer caso os tucanos insistam na candidatura de Alckmin. A ameaça de lançar um nome próprio na corrida presidencial, entretanto, é mais um tiro de advertência do que um projeto eleitoral concreto.

O movimento dos peemedebistas tem o endosso do presidente da República, que já disse a aliados que são ínfimas as chances de levar o PMDB a apoiar o governador paulista.

Democratas

O DEM também adota uma postura cautelosa, mas a cúpula da legenda está rachada em relação à disputa interna tucana. Parte dos dirigentes, entretanto, manifesta preferência incontida pelo nome de Doria.
Indiferentes ao nome de Alckmin, integrantes da sigla passaram a sondar nomes de fora da política, com perfil semelhante ao do prefeito paulistano, para embarcar em uma candidatura própria do partido ao Planalto.

Assim como entre os peemedebistas, o cálculo sobre a escolha do nome que representará essa aliança em 2018 reflete meramente a perspectiva de vitória.

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