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Parcelas extras do seguro-desemprego podem beneficiar 66,3 mil na região

Parcelas extras do seguro-desemprego podem beneficiar 66,3 mil na região
Ampliação do benefício para os demitidos na pandemia injetaria R$ 185 milhões na economia

O pagamento de mais duas parcelas do se­gu­ro-desem­pre­go aos de­mi­tidos durante a pan­demia de covid-19 beneficiaria ao me­­nos 66,3 mil pessoas no ABC. Esse é o contingente de traba­lhadores com carteira assinada que recorreu ao benefício na região entre a segunda quinzena de março, quando fo­ram adotadas as me­didas de isolamento social pa­ra conter o avanço da doença, e a primeira metade de setembro, segundo dados do Mi­nis­tério da Economia compi­la­dos pelo Diário Regional.

Além de amenizar a situa­ção dos trabalhadores demitidos, a medida – em estudo pelo Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Traba­lhador (Codefat) – poderia inje­tar ao menos R$ 185 mi­lhões na economia da região, o que compensaria parte das perdas na massa de rendimentos decorrentes das mais de 37 mil vagas fechadas no ABC durante a crise sanitária.

A estimativa para o impacto financeiro na região considera que, em agosto, o governo pagou, em média, R$ 1.398 por parcela do seguro-desempre­go no Estado de São Paulo.

A pandemia teve efeito de­vas­tador sobre o mercado de tra­balho com carteira assinada do ABC e, como con­sequência, fez disparar o nú­mero de pedidos de seguro-desemprego. Segundo o Ministério da Econo­mia, o número de solicitações cresceu 14,2% entre a segunda quinzena de março e a primeira metade de setembro, contra igual período de 2019.

ADIAMENTO

Responsável pela elabora­ção de diretrizes para progra­mas como abono salarial e se­guro-desemprego, o Codefat reuniu-se na quinta-feira (24) para votar a prorrogação. Porém, a pauta acabou adiada a pedido de integrantes indicados pelo governo, que solicitou prazo de 15 dias para apresentar nova proposta.

A equipe econômica sinali­zou não ser contra a medida, mas teme que o gas­to adicional com­prometa ain­da mais as contas públicas já pres­sio­nadas pelas despesas de combate ao novo coronavírus.

O Codefat é composto de representantes dos traba­lha­dores, empregadores e do go­verno. Cada parte indi­c­a seis conselheiros. Para ser apro­vada, a proposta – apresentada pelas centrais sindicais – precisa de ao menos dez votos favoráveis.

Assim, no caso de uma disputa acirrada entre governo e traba­lhadores, os representan­tes dos empregadores funcionam como “fiéis da balança”.

Atualmente, o trabalhador recebe de três a cinco parcelas do seguro-desemprego, dependendo do tempo trabalhado e de quantas vezes fez o pedido. Se a medida for aprovada, quem for demitido sem justa causa entre março e dezembro deste ano terá direito a cinco a sete parcelas, com impacto de R$ 16,1 bi­lhões nas contas pú­blicas.

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