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Parcelamento do IPRED deve ser votado na próxima semana em Diadema

Parcelamento do IPRED deve ser votado na próxima semana
Celio Boi: “cada parlamentar pode tomar a sua decisão, mas chegando aqui o projeto está apto a ser votado”. Foto: Arquivo

O governo de Diadema enviou à Câmara, novamente, projeto que autoriza o parcelamento de dívida com o Instituto de Previdência do Servidor Municipal (Ipred). O novo texto registra aumento do valor a ser parcelado, que passou de R$ 96 milhões para R$ 108 milhões, porque já estão incluídas as parcelas dos meses de março e abril. O líder de governo, Celio Lucas de Almeida, o Celio Boi (PSB), afirmou que a votação deve ocorrer na próxima semana.

O Executivo tem urgência na aprovação do parcelamento, uma vez que o acordo incluiu montante de R$ 57 milhões referentes ao déficit atuarial de 2017, que ao ser incorporado na dívida do Ipred sai do sistema que contabiliza os gastos com pes­soal e diminui a porcentagem do que a administração gasta, atualmente, com folha de pagamento.

Na primeira vez que o projeto foi enviado para a Casa, o governo obteve 13 votos favoráveis, mas a propositura necessita da aprovação de ao menos dois terços dos parlamentares e, por isso, foi reenviada. A aprovação do parcelamento também impacta no reajuste oferecido aos funcionários públicos. O governo propôs 7,14% de aumento, referentes à reposição da inflação de 2017 e 2018, mas parcelados em três vezes e condicionados à redução do gasto com folha de pessoal para abaixo do limite de 54% estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

A categoria recusou a proposta e já fala em greve caso não haja avanços nas negociações. O prefeito Lauro Michels (PV) declarou na semana passada que vai enviar o projeto com o aumento para a Câmara Municipal. O presidente do Legislativo, Marcos Michels (PSB), informou que até o momento o projeto não foi protocolado, mas que será colocado em votação quando for recebido na Casa.

“Acho que são coisas distintas. Não aprovou, mas vai ser votado. Tenho de entender o posicionamento do sindicato. Podem fazer a greve, é um direito, mas aqui não tenho porque não colocar para votar por esse motivo”, afirmou o verea­dor. “Cada parlamentar pode tomar a sua decisão, mas chegando aqui o projeto está apto a ser votado”, concluiu.

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