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Paranapanema consegue suspensão do pedido de falência após acordo com banco

A Paranapanema tem três fábricas no Brasil, situadas no ABC, em Dias d’Ávila e Serra. Foto: Arquivo
A Paranapanema tem três fábricas no Brasil, situadas no ABC, em Dias d’Ávila e Serra. Foto: Arquivo

A Paranapanema, fabricante de produtos de cobre com unidade em Santo André, firmou acordo com o Sco­­tiabank Brasil que viabiliza o reingresso da institui­ção financeira de origem canadense ao grupo de credores e, com isso, abre espaço ao avanço das negociações para a reestruturação da dívida da companhia.
Com a assinatura do documento chancelado pela matriz no Canadá, o banco cancela os protestos existentes e desiste do pedido de falência – cujos efeitos negativos haviam sido suspensos por determinação judicial – contra a Paranapanema. Além disso, possibilita a retomada das negociações com os nove principais credores para o equacionamento do passivo atual da compa­nhia, que gira em torno de US$ 510 milhões (R$ 2,67 bi­lhões, pela cotação de ontem).

“A retomada das negociações, ainda dentro deste ano, foi possível graças ao empe­nho de nossos conselheiros, acionistas e dos próprios credores. Estamos trabalhando em uma proposta que atenda a todos os credores”, afirma o diretor-presidente da Pa­ranapanema, Luiz Aguiar, em nota enviada à imprensa.
No último dia 11, a Parana­panema já havia obtido uma liminar do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), sustan­do os protestos feitos em car­tórios pela financeira, no va­lor de R$ 174,4 milhões.

Assim, as negociações das dívidas da companhia com seus principais credores prosse­guem, com o objetivo de serem concluídas no menor prazo pos­sível. A Paranapanema informou que recebeu o apoio de seus principais acionistas e que, recentemente, o Grupo Buritipar, um dos acionistas de referência da empresa, ofere­ceu o lock-up de sua participação acionária.

Lock-up é um dispositivo que visa limitar a compra e venda de ações ou a participação societária em uma empresa. Esse mecanismo é utilizado para garantir que os fundadores de uma compa­nhia, aqueles que realmente têm o know how do negócio, permaneçam nele por um determinado período.

”O avanço nas negociações fortalece e amplia a competitividade da companhia, o que é bom para o Brasil e para os mais de 7 mil colaboradores diretos e indiretos da Paranapanema”, avaliou o presidente do Grupo Buritipar, João Araújo.

Neste mês, funcionários da Paranapanema e dirigentes do Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André fizeram dois protestos (um no dia 18 e outro no dia 23) na frente do escritório do Scotiabank, situado na avenida Fa­ria Lima, na Capital, a fim de pressionar o banco a retomar ne­gociações.

A Paranapanema tem três fábricas no Brasil, situadas no ABC, em Dias d’Ávila (BA) e Ser­ra (ES).

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