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Papai Noel existe e mora em São Bernardo

Hélcio: "Gratificante, emocionante, um prazer imenso... Deus, quando me deu essa barba, deu também a missão e sou grato à minha mãe por me fazer gostar do Bom Velhinho" .Foto: Arquivo pessoal
Hélcio: “Gratificante, emocionante, um prazer imenso… Deus, quando me deu essa barba, deu também a missão e sou grato à minha mãe por me fazer gostar do Bom Velhinho” .Foto: Arquivo pessoal

Um largo sorriso, os olhos brilhantes e brincalhões, uma linda barba branca e a caracte­rística roupa vermelha do Bom Velhinho. O jornalista e am­bientalista são-bernardense Hélcio Junior se dedica há anos, todo dezembro, a alegrar as crianças como Papai Noel.

O ofício começou para Hélcio ao fazer ações beneficentes. “Em meados de 2014 minha barba ficou toda branca e eu fazia trabalho beneficente juntamente com um grupo. Angariávamos brinquedos e alimentos para distribuir nas comunidades, mas tínhamos dificuldades em arranjar locais para as atividades. Isso foi até 2016. Os amigos me falavam para procurar uma agência. Em um primeiro momento achei que não ‘rolava’, mas acabei procurando uma agência para ver no que dava. Na segunda que tentei fui chamado para trabalhar em um shopping em Barretos (SP). Fiquei 50 dias lá e o pessoal adorou”, afirma.

O sucesso do Bom Velhinho lhe rendeu um convite para passar um dia voluntariamente no Hospital de Câncer de Barretos, o Hospital de Amor. O convite virou uma missão de vida e por quatro anos o Papai Noel visitou as crianças. Este ano, por conta da pandemia, Hélcio não pôde realizar a ati­vidade que mais gosta.

“Este ano, por conta da covid, só farei uma visita na noite de Natal, mas no ano passado e no retrasado cheguei a fazer até seis visitas em um dia, além de eventos corporativos. Este ano, as pessoas pedem para mandar mensagens, fazer videochamadas. Por exemplo, este ano vou fazer uma videochamada para uma família da Bolívia que todos os anos ou eu ia até a casa ou eles vinham para cá.”

Para o próximo ano, com a vacina contra a covid, Hélcio espera voltar “à normalidade” e já tem até a gravação de um comer­cial agendada para setembro.

VIRTUAL

Hélcio afirma que ser Papai Noel virtual não é a mesma coisa. “As crianças gostam de sentar no colo. Tirar foto. Abraçar. O brasileiro é assim. O virtual não tem muito apelo”, destaca.

A emoção faz parte da vida desse Papai Noel e Hélcio coleciona várias histórias, principalmente de suas visitas ao Hospital de Amor. “Você saber que a criança não tem chances de salvação não é fácil. Quando me emociono muito, saio do quarto para chorar. Às vezes não dá tempo”, diz.
Muitas histórias marcaram, mas Hélcio destaca duas. Na épo­ca em que trabalhava no shop­ping em Barretos, uma garotinha vinha todos os dias para pedir um doador, porque necessitava de um transplante de medula. “Depois de uns dias ela voltou para me falar que o doa­dor tinha aparecido. Foi algo muito emocionante. Outra vez, uma menina deficiente visual veio falar comigo, mas não me disse nada. Uma pessoa me avisou sobre a deficiência. Então, comecei a narrar o que eu estava fazendo. Coloquei a mão dela nos meus óculos, no gorro, no pompom, na roupa de pelúcia. Quando ela foi embora comecei a chorar. Alguém tirou uma foto e postou. No fim do dia, pessoas do Brasil todo tinham me parabenizado.”

O jovem senhor diz que ser o Bom Velhinho é gratificante e emocionante. Um prazer imenso, do qual não abre mão. “Não posso privar as crianças de ter contato com esta instituição que é o Papai Noel. Deus, quando me deu essa barba, deu também a missão e sou grato à minha mãe por me fazer gostar do Bom Velhinho.”

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