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Palmeiras cria pouco, não aproveita desfalques do Goiás e só empata

Palmeiras cria pouco, não aproveita desfalques do Goiás e só empata
O Palmeiras, de Diogo Barbosa, teve atuação apagada no Allianz Parque. Foto: Cesar Greco/Agência Palmeiras

Sofrível, sem criatividade e praticamente inofensivo, o Palmeiras voltou a decepcionar no Campeonato Brasileiro. O time campeão paulista ficou só no empate por 1 a 1 com o Goiás, na noite deste sábado (15), no Allianz Parque, e acumulou o segundo empate em duas partidas pela competição. O resultado é péssimo principalmente por dois fatores: a dificuldade em evoluir e a incompetência em explorar as fraquezas de um adversário devastado por um surto interno de coronavírus.

O encontro entre dois times atrás da primeira vitória no Brasileirão tinha o Palmeiras como amplo favorito principalmente por causa da condição dramática do adversário. O Goiás entrou em campo com 15 desfalques: 11 atletas com casos ativos do novo coronavírus e mais quatro em processo de recuperação. Ainda assim, uma atuação ruim do time da casa fez a partida se equilibrada.

Em um primeiro tempo pouco movimentado, o Palmeiras continuou com a recorrente dificuldade para criar jogadas. A equipe erra muitos passes na saída de bola e pouco consegue ameaçar o adversário. Prova disso foi a postura dos dois principais atacantes. Cansados de não serem acionados, Luiz Adriano e Willian recuavam toda hora para buscar o jogo em vez de serem municiados pelos companheiros.

A falta de lances de perigo foi compensada pelos lances de bola parada. Em um escanteio cobrado com perfeição, Gabriel Menino colocou na área para o zagueiro Gustavo Gómez completar de cabeça aos 17 minutos. A vantagem não ajudou em nada. Armado no 4-2-3-1, o Palmeiras era desorganizado, pois só parecia ter volantes no meio-campo e não dispunha de nenhuma opção veloz pelas pontas. Por isso, o tão desfalcado Goiás começou a se sentir confiante.

O time visitante passou a trocar passes pelo meio, arriscar chutes de longe e chegou ao gol em uma falta cavada. Victor Andrade caiu na entrada da área e o árbitro marcou a infração. O zagueiro Rafael Vaz cobrou rasteiro e a bola passou por baixo da barreira até chegar ao gol, aos 39 minutos. O intervalo chegou com o Goiás melhor em campo, mesmo com tantas dificuldades.

O Palmeiras não conseguiu melhorar no segundo tempo. Em um claro sinal de reprovação ao time, em um intervalo de apenas dez minutos o técnico Vanderlei Luxemburgo fez as cinco alterações possíveis. A atitude visava resolver a inércia ofensiva, mas isso parecia muito difícil. As finalizações eram raras e os lances de perigo surgiam de bolas paradas, incluindo cobranças de lateral.

Como o Goiás sofria com a falta de entrosamento e não conseguia criar contra-ataques, a partida se tornou bastante monótona. Para um time com tantos desfalques e em meio a um surto de coronavírus, segurar o empate fora de casa e ser pouco ameaçado era um grande lucro. Nos minutos finais, o Palmeiras se cansou da falta de criatividade e tentou arriscar chutes de longe ou cruzamentos. O gol da vitória quase veio nos acréscimos com Rony, de cabeça. O goleiro Marcelo Rangel fez ótima defesa.

O quarto empate seguido do Palmeiras na temporada mostra o quanto o time não pode se iludir com o título estadual. Em oito jogos na temporada contra adversários da Série A do Brasileiro, a equipe não venceu um sequer (duas derrotas e seis empates). Mais até do que os resultados, as atuações ruins e a frequente dificuldade para criar mostram o quanto a equipe precisa urgentemente melhorar se pretende conquistar outra taça na temporada.

Com dois pontos em dois jogos, o Palmeiras voltará a jogar quarta-feira, contra o Athletico-PR, na Arena da Baixada. No mesmo dia, o Goiás, com um ponto em dois duelos, receberá o Fortaleza na Serrinha.

PALMEIRAS 1 X 1 GOIÁS

Gols: Gómez, aos 17, e Rafael Vaz aos 39 minutos do primeiro tempo. Árbitro: Paulo Roberto Alves Junior (PR). Estádio: Allianz Parque, em São Paulo (SP).

PALMEIRAS

Weverton; Marcos Rocha, Luan, Gómez e Viña (Diogo Barbosa); Patrick de Paula e Gabriel Menino (Brun Henrique); Willian (Rony), Ramires (Lucas Lima) e Zé Rafael (Wesley); Luiz Adriano. Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

GOIÁS

Marcelo Rangel; Pintado (Rodrigues), Fábio Sanches, Rafael Vaz e Heron; Breno, Luiz Gustavo e Daniel Bessa; Marcinho (Zeca), Victor Andrade (Daniel de Pauli) e Douglas Baggio. Técnico: Ney Franco.

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