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País tinha 38,83 milhões de brasileiros com trabalho informal em novembro

País tinha 38,83 milhões de brasileiros com trabalho informal em novembro
Taxa de desemprego fechou o trimestre encerrado em novembro em 11,2%; faltou trabalho para 26,57 milhões de pessoas. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

O país alcançou uma taxa de informalidade de 41,1% no mercado de trabalho no trimestre até novembro, com um recorde de 38,833 milhões de trabalhadores atuando na informalidade, segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), apurada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado foi puxado por aumentos tanto na população de trabalhadores atuando por conta própria quanto na de pessoas trabalhando sem carteira assinada no setor privado.

O trabalho por conta própria alcançou o ápice de 24,597 milhões de brasileiros no trimestre encerrado em novembro. Em apenas um ano, o trabalho por conta própria ganhou a adesão de 861 mil pessoas. Em um trimestre, foram 303 mil trabalhadores a mais nessa condição.

O trabalho sem carteira assinada no setor privado cresceu para 11,812 milhões de ocupados nessa situação. O emprego sem carteira no setor privado aumentou em 178 mil vagas em um ano. Em um trimestre, foram 17 mil trabalhadores a mais.

O setor público abriu 15 mil vagas em um trimestre, mas dispensou 43 mil em relação a um ano antes. Já o trabalho doméstico absorveu mais 69 mil pessoas em um trimestre. No período de um ano, há 112 mil pessoas a mais no trabalho doméstico.

DESEMPREGO

Faltou trabalho para 26,576 milhões de pessoas no país no trimestre encerrado em novembro. A taxa composta de subutilização da força de tra­balho diminuiu de 24,3% no trimestre até agosto para 23,3% no trimestre até novembro.

O indicador inclui a taxa de desocupação, a taxa de subocupação por insuficiência de horas e a taxa da força de tra­balho potencial, pessoas que não estão em busca de emprego, mas que estariam disponíveis para trabalhar.

No trimestre até novembro de 2018, a taxa de subutilização da força de trabalho estava em 23,8%. A taxa de subocupação por insuficiência de horas trabalhadas ficou em 7,4% no trimestre até novembro, ante 7,7% no trimestre até agosto, conforme o IBGE.

O indicador inclui as pessoas ocupadas com uma jornada inferior a 40 horas semanais que gostariam de trabalhar por um período maior. Em todo o Brasil, há 6,947 milhões de trabalhadores subocupados por insuficiência de horas trabalhadas.

Na passagem do trimestre até agosto para o trimestre até novembro, houve um recuo de 286 mil pessoas na população nessa condição. O país tem 35 mil pessoas subocupadas por insuficiência de horas traba­lhadas a menos em um ano.

DESALENTO

O Brasil tinha população de 4,656 milhões de pessoas em situação de desalento no trimestre encerrado em novembro, segundo o IBGE. O resultado significa 56 mil desalentados a menos em relação ao trimestre encerrado em agosto. Em um ano, seis mil pessoas a menos estavam em situação de desalento.

A população desalentada é definida como aquela que estava fora da força de trabalho por uma das seguintes razões: não conseguia trabalho, ou não tinha experiência, ou era muito jovem ou idosa, ou não encontrou trabalho na localidade – e que, se tivesse conseguido trabalho, estaria disponível para assumir a vaga. Os desalentados fazem parte da força de trabalho potencial.

um comentário

  1. O trabalho informal não resolve o problema do desemprego e da fraqueza da nossa economia. Devemos fortalecer as empresas diminuindo a carga tributária, para que a economia volte a crescer e gerar empregos de verdade.

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