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Pais reclamam de falta de segurança em escola estadual de Diadema

Segundo pais, escola é invadida pela 4ª vez desde junho de 2016. Foto: Eberly Laurindo

Pais de alunos da Escola Estadual Prof. Aldemir de Souza Castro, no bairro Casa Grande, em Diadema, reclamam da falta de segurança na unidade. Na semana do Carnaval, e pela quarta vez desde junho de 2016, fios e cabos de eletricidade foram furtados. “Nos dias depois do Carnaval não teve aulas, mas no dia 6 (segunda-feira da semana passada), quando chegamos para trazer as crianças, não tinha luz”, relatou a mãe de uma aluna do 3º ano, Cintia de Lucena.

De acordo com os pais, os estudantes não foram dispensados oficialmente, mas não havia condições para as aulas. “Como uma professora vai ficar com mais de 30 crianças no escuro? Se alguém se machucar, a escola vai se responsabilizar? Não”, reclamou a mãe de aluna do 4º ano, Aline Dornelas.

Cintia, que faz parte do conselho da escola, reclamou da falta de informação para os pais. “Existe um grupo de mensagens do conselho, mas nada foi enviado por lá. A gente só sabia se ia ter luz ou não quando chegávamos aqui com as crianças”, relatou. “A maioria de nós trabalha, e se não podemos deixar as crianças na escola, temos que nos preocupar com quem elas vão ficar em casa”, completou o pai de um aluno do 3º ano, Manoel Lourenço.

Ainda de acordo com os pais, o conserto (que foi realizado no dia em que a reportagem esteve na escola, segunda-feira, 13) não havia sido executado porque, segundo alegação da direção, o dinheiro em caixa não era suficiente e que seria preciso uma licitação. “Hoje que falamos que a reportagem vinha aqui já apareceu um eletricista. Por que não vieram antes?”, questionaram os pais.

“Nos preocupamos também com a segurança. A escola não tem um caseiro, não tem ronda escolar. Invadiram e roubaram as coisas em um feriado, mas, e se entram aqui com as crianças dentro? É muito perigoso”, afirmou Lourenço. Os pais reclamaram, ainda, que alguns dos materiais escolares entregues no início do ano, como colas e guaches, estavam vencidos.

Em nota, a Secretaria de Estado da Educação informou que a energia da escola foi normalizada no dia 13. “Boletim de Ocorrência foi registrado quando a direção da escola percebeu o furto de fiação. Não houve aulas nos dias 1, 2 e 3 de março em nenhuma escola do Estado, já que as datas foram utilizadas para planejamento pedagógico, como previa o calendário escolar de 2017. Na madrugada de segunda (6), ocorreu o furto dos cabos de energia e por conta da perícia da polícia não houve aula. Nos demais dias, as aulas transcorrem normalmente com luz ambiente”, afirma.

“Os professores estavam na unidade para dar as aulas. A maioria dos pais é que decidiu não levar os filhos, mas não houve dispensa. Nessa semana a diretora realizará uma reunião com o Conselho de Escola, formado por pais, alunos, funcionários e comunidade, para definir o calendário de reposições. Sobre o material escolar, nenhuma reclamação foi feita à direção da escola ou à Diretoria de Ensino”, diz a nota.

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